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SÍNODO PARA A COMUNHÃO DOS POVOS: P/ QUE TODOS SEJAM UM!

Diretório Litúrgico | Dicasterio para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

             Prot. N.º 003/2026

DIRETÓRIO LITÚRGICO

PARA O TEMPO DA QUARESMA

[PT]

1. A Quaresma é um tempo litúrgico importantíssimo na vida da Igreja, caracterizado por quarenta dias de preparação espiritual que antecedem a celebração da Páscoa, o ápice da vida cristã. Este tempo convida os fiéis a uma profunda reflexão, penitência e conversão, buscando uma renovação interior que os aproxime mais de Deus e de Seus ensinamentos.

2. Historicamente, a duração dos quarenta dias remonta a significativos eventos das escrituras, como os quarenta dias que Jesus passou no deserto em jejum e oração, enfrentando tentações e fortalecendo Seu espírito para o cumprimento de sua missão salvífica. Este período simboliza uma jornada de transformação, onde somos chamados a abandonar práticas que nos afastam de Deus e a abraçar uma vida pautada pelo amor, justiça e solidariedade.

3. Durante este tempo, a Igreja nos orienta a intensificar três práticas fundamentais: a oração, que nos conecta intimamente com Deus; o jejum, que nos ensina a disciplina e o desapego das coisas materiais; e a esmola, que nos impulsiona a agir com generosidade em prol dos necessitados. Essas práticas não são fins em si mesmas, mas meios que nos conduzem a uma autêntica conversão do coração e à vivência concreta do Evangelho.

4. No contexto de nossa Comunidade, a exemplo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que promove anualmente a Campanha da Fraternidade durante o período quaresmal, também somos convidados a assumir este tempo como ocasião privilegiada de conversão pessoal e comunitária. Tal iniciativa busca despertar nos fiéis a consciência de sua responsabilidade cristã diante dos desafios da vida eclesial e humana, incentivando ações concretas que transformem a realidade à luz da fé.

5. Para o presente ano, nossa Comunidade propõe a Campanha da Fraternidade com o tema “Fraternidade e Comunhão: Corações reconciliados, humanidade renovada”, e o lema “Permanecei no meu amor” (Jo 15,9). Inspirada pelo caminho sinodal recentemente vivido, esta proposta nos convoca a refletir sobre a qualidade de nossas relações, sobre a necessidade de reconciliação interior e comunitária e sobre a urgência de cultivar uma comunhão autêntica que ultrapasse a mera convivência funcional. Trata-se de reconhecer que a renovação da Igreja começa pela conversão do coração, pela escuta sincera e pela construção de vínculos fraternos que expressem o amor de Cristo entre nós.

A identidade visual e simbólica da campanha procura expressar esta dinâmica de encontro e unidade, recordando que a comunhão cristã nasce da diversidade reconciliada e da participação corresponsável de todos. Assim como o amor de Cristo é fonte de unidade, também nossas comunidades são chamadas a tornar-se sinais visíveis de fraternidade que transformam a vida humana e social.

6. Deste modo, durante esta Quaresma, somos convidados não apenas à introspecção pessoal, mas a uma renovação concreta das relações que sustentam a vida comunitária. Que este tempo sagrado nos conduza a permanecer no amor do Senhor, fortalecendo nossos laços fraternos, curando divisões e assumindo atitudes que tornem visível a comunhão que professamos. Assim, nossa caminhada quaresmal se traduzirá em testemunho vivo do Evangelho, manifestando o amor de Deus nas relações, no serviço e na missão.

TEMPO DAS CELEBRAÇÕES

7. O tempo da Quaresma se iniciará na Quarta-Feira de Cinzas, neste ano, no dia 18 de fevereiro. A Quaresma compreende 44 dias, desde o começo da Quarta-Feira de Cinzas até a tarde da Quinta-Feira Santa - pois quando cair a tarde daquela quinta-feira se iniciará o dia da Paixão do Senhor, com a Missa Vespertina na Ceia do Senhor, abrindo o tríduo Pascal [1].

8. A Quaresma se divide em dois períodos: o primeiro trata sobre o tema da conversão propriamente dito e se estende das Cinzas até o IV Domingo da Quaresma. A partir do V Domingo se inicia a segunda parte, onde vamos ver os acontecimentos que levaram Jesus a morte, a fim de os refletirmos.

Neste período, o próprio prefácio usado nas celebrações é o da Paixão do Senhor.

QUARTA FEIRA DE CINZAS

9. Este ano em 18 de fevereiro celebramos a Quarta-Feira de Cinzas. Dia de jejum e abstinência obrigatórios. Na missa, conforme rito publicado, os fiéis recebem as cinzas. As cinzas também podem ser distribuídas fora da missa, em celebração da Palavra.

10. Somente os ministros ordenados abençoam as cinzas, mas elas podem ser impostas por qualquer ministro.

11. Neste dia não é lícito a nenhum bispo usar mitra preciosa. A mitra deve ser simples, completamente branca e lisa. Não se usa mitra bege, roxa, dourada, ou com qualquer adereço. Neste dia, ainda, os bispos podem usar, normalmente, cruz peitoral, anel e báculo, bem como o pálio aos arcebispos. Nos outros dias da quaresma usa-se a mitra como de costume, a não ser que antes for realizada a procissão penitencial [2].

ORNAMENTAÇÃO DO ESPAÇO CELEBRATIVO

12. No Tempo da Quaresma é proibido ornamentar com flores o altar. Excetuam-se, porém o domingo Laetare (IV da Quaresma), solenidades e festas [3].

Por isso, é terminantemente proibido usar qualquer tipo de flor no templo ou no espaço onde for ocorrer uma celebração. Contudo, se for o IV domingo da Quaresma, dia do padroeiro, Solenidade, Festa ou ordenaçãol, pode-se ornamentar o altar com poucas flores, de modo discreto.

13. Observa-se no Vaticano o costume de, durante a Quaresma, usar objetos litúrgicos mais simples. Este costume pode ser trazido para a nossa realidade, e é louvável que o seja.

14. Embora a simplicidade, durante qualquer missa da Quaresma pode usar-se incenso e evangeliário.

VELATIO

15. A rubrica contida após a missa do Sábado da IV Semana da Quaresma diz: “Pode-se conservar o costume de cobrir as cruzes e as imagens da igreja, a juízo das Conferências Episcopais. As cruzes permanecerão veladas até o fim da celebração da Paixão, na Sexta-Feira Santa. As imagens até o início da Vigília Pascal” [4].

16. As imagens e cruzes podem ser veladas no sábado que antecede o V Domingo da Quaresma - este ano 28 de abril. Não é lícito velar as imagens antes.

17. As cruzes permanecerão veladas até o fim da Ação Litúrgica da Paixão. As imagens permanecerão veladas até antes da Vigília Pascal.

CANTOS

18. No tempo da Quaresma, a liturgia convida os fiéis a um espírito de conversão, recolhimento e penitência, refletindo sobre o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Por isso, os cantos devem expressar essa espiritualidade, evitando excessos festivos e priorizando melodias que favoreçam a oração e a meditação.

19. É recomendável que os cantos litúrgicos deste período estejam em harmonia com as leituras e com a espiritualidade quaresmal, ressaltando temas como a conversão, a misericórdia de Deus, a necessidade da penitência e a esperança na Páscoa. Além disso, a tradição litúrgica orienta que o Glória não seja cantado, exceto em solenidades, e que o Aleluia seja substituído por uma aclamação adequada ao Evangelho.

ALELUIA

20. Em todas as missas e ofícios, omite-se o Aleluia, desde a Quarta-Feira de Cinzas até a Vigília Pascal [5].

21. Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que vem indicado no Lecionário. Também se pode cantar outro salmo ou tracto, como se indica no Gradual [6].

DEDICAÇÕES

22. As dedicações são celebradas de paramentos festivos, com leituras e orações próprias. Estão proibidas na Quarta-Feira de Cinzas e nos dias da Semana Santa [7].
 
ORDENAÇÕES

23. Quando celebradas num dia de Festa de um Apóstolo, em uma Solenidade ou num domingo da Quaresma, a ordenação utiliza leituras e orações próprias do dia [8]. A cor litúrgica pode ser a própria do dia ou branca ou festiva [9]. Nos Domingos e dias de semana não se entoará o Hino de Louvor.

MEMÓRIAS, MISSAS VOTIVAS, RITUAIS,
NAS DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS
PELOS DEFUNTOS

24. As memórias obrigatórias celebram-se integralmente e as facultativas utiliza-se apenas a Oração do Dia [10].

25. Aos sábados, pela manhã, pode-se celebrar a memória da Virgem Maria, com os textos próprios para celebrações da Bem-Aventurada Virgem Maria na Quaresma.

26. Os demais formulários - isto é, Missas votivas, rituais, nas diversas circunstâncias e pelos defuntos, não devem ser celebrados durante o Tempo da Quaresma, salvo quando a verdadeira necessidade pastoral ou utilidade espiritual o aconselhar e sempre conforme as normas do dia litúrgico. Nos domingos da Quaresma, na Quarta-Feira de Cinzas e nos dias da Semana Santa, tais celebrações são proibidas. Nos dias de semana, podem ser admitidas apenas segundo as rubricas do Missal, preservando-se o caráter penitencial do tempo, omitindo-se o Hino de Louvor e evitando-se qualquer elemento festivo [11].

A PIEDADE POPULAR

27. Sobretudo no tempo da Quaresma é muito recomendável que se celebre as estações romanas, principalmente sob a presidência do Pastor da diocese. Duma igreja onde todos se reúnem, partem em procissão cantando a ladainha de todos os santos e seguem até uma outra igreja, onde pode-se realizar uma vigília de oração ou a própria missa. Nesse caso, a saudação se fará antes da procissão e, ao chegar na igreja, tendo encerrado a ladainha, se dirá a Oração do Dia.

28. Estimule-se ainda - e sobretudo - a Via-Sacra, a recitação do Terço (meditando os mistérios dolorosos) e ainda outras procissões e celebrações da piedade popular durante a Quaresma.

CONCLUSÃO

29. Que, ao longo desta caminhada quaresmal, sustentados pela graça de Deus e fortalecidos pela oração, possamos nos abrir à verdadeira conversão, renovando nossa fé e nossa entrega a Cristo. Que a penitência, o jejum e a caridade nos conduzam a uma participação mais plena no mistério pascal, levando-nos a experimentar a alegria da ressurreição e a vivermos como novas criaturas. Sob a proteção materna de Nossa Senhora das Dores, sigamos firmes neste itinerário espiritual, certos de que, ao abraçarmos a cruz, também participaremos da glória do Senhor ressuscitado.

[ES]

1. La Cuaresma es un tiempo litúrgico sumamente importante en la vida de la Iglesia, caracterizado por cuarenta días de preparación espiritual que preceden la celebración de la Pascua, culmen de la vida cristiana. Este tiempo invita a los fieles a una profunda reflexión, penitencia y conversión, buscando una renovación interior que los acerque más a Dios y a sus enseñanzas.

2. Históricamente, la duración de los cuarenta días remonta a acontecimientos significativos de las Escrituras, como los cuarenta días que Jesús pasó en el desierto en ayuno y oración, enfrentando tentaciones y fortaleciendo su espíritu para el cumplimiento de su misión salvífica. Este período simboliza un camino de transformación, en el cual somos llamados a abandonar prácticas que nos alejan de Dios y a abrazar una vida guiada por el amor, la justicia y la solidaridad.

3. Durante este tiempo, la Iglesia nos orienta a intensificar tres prácticas fundamentales: la oración, que nos conecta íntimamente con Dios; el ayuno, que nos enseña la disciplina y el desapego de las cosas materiales; y la limosna, que nos impulsa a actuar con generosidad en favor de los necesitados. Estas prácticas no son fines en sí mismas, sino medios que nos conducen a una auténtica conversión del corazón y a la vivencia concreta del Evangelio.

4. En el contexto de nuestra Comunidad, a ejemplo de la Conferencia Nacional de los Obispos del Brasil, que promueve anualmente la Campaña de la Fraternidad durante el período cuaresmal, también somos invitados a asumir este tiempo como ocasión privilegiada de conversión personal y comunitaria. Tal iniciativa busca despertar en los fieles la conciencia de su responsabilidad cristiana frente a los desafíos de la vida eclesial y humana, incentivando acciones concretas que transformen la realidad a la luz de la fe.

5. Para el presente año, nuestra Comunidad propone la Campaña de la Fraternidad con el tema “Fraternidad y Comunión: Corazones reconciliados, humanidad renovada”, y el lema “Permaneced en mi amor” (Jn 15,9). Inspirada por el camino sinodal recientemente vivido, esta propuesta nos convoca a reflexionar sobre la calidad de nuestras relaciones, sobre la necesidad de reconciliación interior y comunitaria y sobre la urgencia de cultivar una comunión auténtica que supere la mera convivencia funcional. Se trata de reconocer que la renovación de la Iglesia comienza por la conversión del corazón, por la escucha sincera y por la construcción de vínculos fraternos que expresen el amor de Cristo entre nosotros.

La identidad visual y simbólica de la campaña procura expresar esta dinámica de encuentro y unidad, recordando que la comunión cristiana nace de la diversidad reconciliada y de la participación corresponsable de todos. Así como el amor de Cristo es fuente de unidad, también nuestras comunidades están llamadas a convertirse en signos visibles de fraternidad que transformen la vida humana y social.

6. De este modo, durante esta Cuaresma, somos invitados no solo a la introspección personal, sino a una renovación concreta de las relaciones que sostienen la vida comunitaria. Que este tiempo sagrado nos conduzca a permanecer en el amor del Señor, fortaleciendo nuestros lazos fraternos, sanando divisiones y asumiendo actitudes que hagan visible la comunión que profesamos. Así, nuestro camino cuaresmal se traducirá en testimonio vivo del Evangelio, manifestando el amor de Dios en las relaciones, en el servicio y en la misión.

TIEMPO DE LAS CELEBRACIONES

7. El tiempo de la Cuaresma comenzará el Miércoles de Ceniza, este año, el día 18 de febrero. La Cuaresma comprende 44 días, desde el inicio del Miércoles de Ceniza hasta la tarde del Jueves Santo — pues al caer la tarde de ese jueves se iniciará el día de la Pasión del Señor, con la Misa vespertina de la Cena del Señor, que abre el Triduo Pascual [1].

8. La Cuaresma se divide en dos períodos: el primero trata propiamente del tema de la conversión y se extiende desde las Cenizas hasta el IV Domingo de Cuaresma. A partir del V Domingo comienza la segunda parte, en la que contemplamos los acontecimientos que condujeron a la muerte de Jesús para reflexionarlos.

En este período, el prefacio utilizado en las celebraciones es el de la Pasión del Señor.

MIÉRCOLES DE CENIZA

9. Este año, el 18 de febrero celebramos el Miércoles de Ceniza. Día de ayuno y abstinencia obligatorios. En la Misa, conforme al rito publicado, los fieles reciben las cenizas. Estas también pueden distribuirse fuera de la Misa, en una celebración de la Palabra.

10. Solo los ministros ordenados bendicen las cenizas, pero pueden ser impuestas por cualquier ministro.

11. En este día no es lícito a ningún obispo usar mitra preciosa. La mitra debe ser simple, completamente blanca y lisa. No se usa mitra beige, morada, dorada ni con adornos. En este día, además, los obispos pueden usar normalmente cruz pectoral, anillo y báculo, así como el palio en el caso de los arzobispos. En los demás días de la Cuaresma se usa la mitra como de costumbre, a no ser que previamente se realice la procesión penitencial [2].

ORNAMENTACIÓN DEL ESPACIO CELEBRATIVO

12. En el tiempo de Cuaresma está prohibido ornamentar el altar con flores. Se exceptúan el domingo Laetare (IV de Cuaresma), solemnidades y fiestas [3].

Por ello, está terminantemente prohibido usar cualquier tipo de flor en el templo o en el espacio donde tenga lugar una celebración. No obstante, si es el IV domingo de Cuaresma, el día del patrono, una solemnidad, fiesta u ordenación, puede ornamentarse el altar con pocas flores, de modo discreto.

13. En el Vaticano se observa la costumbre de usar objetos litúrgicos más simples durante la Cuaresma. Esta costumbre puede adoptarse en nuestra realidad y es loable hacerlo.

14. Aunque se privilegie la simplicidad, durante cualquier Misa de la Cuaresma pueden utilizarse incienso y evangeliario.

VELATIO

15. La rúbrica contenida después de la Misa del sábado de la IV semana de Cuaresma dice: “Puede conservarse la costumbre de cubrir las cruces y las imágenes de la iglesia, a juicio de las Conferencias Episcopales. Las cruces permanecerán veladas hasta el fin de la celebración de la Pasión, el Viernes Santo. Las imágenes hasta el inicio de la Vigilia Pascual” [4].

16. Las imágenes y cruces pueden velarse el sábado que precede al V Domingo de Cuaresma — este año, el 28 de abril. No es lícito velarlas antes.

17. Las cruces permanecerán veladas hasta el final de la Acción Litúrgica de la Pasión. Las imágenes permanecerán veladas hasta antes de la Vigilia Pascual.

CANTOS

18. En el tiempo de Cuaresma, la liturgia invita a los fieles a un espíritu de conversión, recogimiento y penitencia, reflexionando sobre el misterio de la Pasión, Muerte y Resurrección de Cristo. Por ello, los cantos deben expresar esta espiritualidad, evitando excesos festivos y priorizando melodías que favorezcan la oración y la meditación.

19. Se recomienda que los cantos litúrgicos de este período estén en armonía con las lecturas y con la espiritualidad cuaresmal, resaltando temas como la conversión, la misericordia de Dios, la necesidad de la penitencia y la esperanza en la Pascua. Además, la tradición litúrgica orienta que el Gloria no sea cantado, excepto en solemnidades, y que el Aleluya sea sustituido por una aclamación adecuada al Evangelio.

ALELUYA

20. En todas las Misas y Oficios se omite el Aleluya desde el Miércoles de Ceniza hasta la Vigilia Pascual [5].

21. En la Cuaresma, en lugar del Aleluya se canta el versículo antes del Evangelio indicado en el Leccionario. También puede cantarse otro salmo o tracto, como se indica en el Gradual [6].

DEDICACIONES

22. Las dedicaciones se celebran con paramentos festivos, con lecturas y oraciones propias. Están prohibidas el Miércoles de Ceniza y en los días de la Semana Santa [7].

ORDENACIONES

23. Cuando se celebran en día de fiesta de un Apóstol, en una solemnidad o en un domingo de Cuaresma, la ordenación utiliza lecturas y oraciones propias del día [8]. El color litúrgico puede ser el propio del día o blanco o festivo [9]. En domingos y ferias no se entonará el Himno de Gloria.


MEMORIAS, MISAS VOTIVAS, RITUALES,
EN DIVERSAS CIRCUNSTANCIAS
Y POR LOS DIFUNTOS

24. Las memorias obligatorias se celebran íntegramente y en las facultativas se utiliza solo la Oración del Día [10].

25. Los sábados por la mañana puede celebrarse la memoria de la Virgen María con textos propios para celebraciones de la Bienaventurada Virgen María en la Cuaresma.

26. Los demás formularios — es decir, Misas votivas, rituales, en diversas circunstancias y por los difuntos — no deben celebrarse durante el tiempo de Cuaresma, salvo cuando una verdadera necesidad pastoral o utilidad espiritual lo aconseje y siempre conforme a las normas del día litúrgico. En los domingos de Cuaresma, el Miércoles de Ceniza y los días de la Semana Santa, tales celebraciones están prohibidas. En los días feriales pueden admitirse solo según las rúbricas del Misal, preservando el carácter penitencial del tiempo, omitiendo el Himno de Gloria y evitando cualquier elemento festivo [11].

LA PIEDAD POPULAR

27. Especialmente en el tiempo de Cuaresma es muy recomendable celebrar las estaciones romanas, particularmente bajo la presidencia del Pastor de la diócesis. Desde una iglesia donde todos se reúnen, se parte en procesión cantando la letanía de todos los santos y se camina hacia otra iglesia, donde puede realizarse una vigilia de oración o la propia Misa. En ese caso, la salutación se hace antes de la procesión y, al llegar al templo y concluir la letanía, se dice la Oración del Día.

28. Promuévase también — y especialmente — el Vía Crucis, el rezo del Rosario (meditando los misterios dolorosos) y otras procesiones y celebraciones de piedad popular durante la Cuaresma.

CONCLUSIÓN

29. Que a lo largo de este camino cuaresmal, sostenidos por la gracia de Dios y fortalecidos por la oración, podamos abrirnos a la verdadera conversión, renovando nuestra fe y nuestra entrega a Cristo. Que la penitencia, el ayuno y la caridad nos conduzcan a una participación más plena en el misterio pascual, llevándonos a experimentar la alegría de la resurrección y a vivir como nuevas criaturas. Bajo la protección maternal de Nuestra Señora de los Dolores, sigamos firmes en este itinerario espiritual, seguros de que al abrazar la cruz participaremos también de la gloria del Señor resucitado.

Dado na Sede dos Escritórios do Dicastério para o
Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos,
aos 12 dias do mês de fevereiro de 2026.


Henricus A. Card. GÄNSWEIN
Praefectus


Mons. Rhyan Fernandes
Secretarius

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REFERÊNCIAS

[1] Normas gerais do Ano Litúrgico, n.28.
[2] Cerimonial dos Bispos, n.255.
[3] Instrução Geral do Missal Romano, n.305
[4] Missal Romano, p.211.
[5] Normas gerais do Ano Litúrgico, n.28.
[6] Instrução Geral do Missal Romano, n.62.
[7] Cerimonial dos Bispos, n.868.
[8] Cerimonial dos Bispos, n. 494.
[9] Cerimonial dos Bispos, n. 495.
[10] Instrução Geral do Missal Romano, n.354, 355.
[11] Instrução Geral do Missal Romano, nn. 374–376; Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, n. 27; Cerimonial dos Bispos, n. 252.