Este site não pertence à Igreja Católica na realidade. Somos uma representação dela em um jogo virtual conhecido como Minecraft.

Corações reconciliados, humanidade renovada! #CF2026

Homilia Papal | Consistório Ordinário Público

 

HOMILIA DO SANTO PADRE BENTO VIII
NO CONSISTÓRIO PARA CRIAÇÃO DE NOVOS CARDEAIS

[07 DE JANEIRO DE 2026]
.
___________________

Manete in dilectione mea!
(Jo 15,9)

[PT]

Veneráveis irmãos no Episcopado,
Caríssimos Presbíteros e Diáconos,
Queridos irmãos em Cristo,

O Evangelho que acabamos de ouvir da narrativa Marciana, nos conduz ao cerne do mistério do verdadeiro seguimento de Cristo. Marcos nos apresenta Jesus a caminho de Jerusalém. E aqui não se trata dum simples deslocamento de lugares: é o caminho da obediência, é o itinerário do Servo sofredor, a subida que culminará na cruz e na glória da ressurreição. “Jesus ia à frente” - diz o evangelista, e os discípulos, entre o temor e a incompreensão, O seguiam.

Este detalhe, caríssimos, é de muita relevância. Cristo vai à frente. Ele precede sempre a Igreja. Não somos nós que abrimos caminhos inéditos com nossas estratégias ou com nossos achismos de autoridade; é o próprio Senhor quem nos chama a “segui-lo fielmente”, mesmo quando o caminho passa tantas vezes pela cruz ou pela incompreensão. E é precisamente dentro de todo este contexto que nasce o ensinamento sobre o verdadeiro sentido da autoridade na Igreja.

O serviço como forma da autoridade cristã

Conforme narra o autor sagrado, Tiago e João pedem lugares de honra. É uma tentação antiga, sempre atual, que pode insinuar-se inclusive no coração dos mais próximos de Jesus. Contudo, ao contrário daquilo que nós poderíamos pensar, o Senhor não os repreende, mas os conduz pacientemente à verdade do Evangelho: “Quem quiser ser grande entre vós, seja aquele que vos serve.

Aqui nós vemos e podemos contemplar a lógica de Deus, tão diversa da lógica do mundo, ou melhor, da nossa lógica. A autoridade, na Igreja, não se funda no domínio, mas na doação constante e real, no sacrifício; não no ser servido, mas no servir até o fim. O próprio Filho do Homem é o critério para nós: “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Este é o Evangelho do serviço. E é sob esta luz que hoje a Igreja cria estes novos cardeais: novos servidores.

O Colégio Cardinalício: comunhão, não privilégio

Caríssimos irmãos que hoje sois agregados ao Colégio dos Cardeais: a púrpura que recebereis não é sinal de honra, mas uma memória constante do sangue, isto é, da vida oferecida. Sois chamados não tão somente a colaborar com o Sucessor de Pedro no governo da Igreja, mas a ser, de fato, testemunhas visíveis da comunhão eclesial e servidores da unidade.

O Colégio Cardinalício não é e nem pode ser um corpo administrativo no sentido meramente funcional ou simplesmente um órgão “pré-conclave”. Deve ser, antes de tudo, uma expressão viva da catolicidade de nossa Comunidade Minecraftiana, da sua comunhão que abrange tantos povos, culturas, línguas e nações.

Trabalhar, sim! Mas mais do que trabalhar, ser. Ser homens de Deus. E antes de ser homens de Deus, ser homens de verdade, corajosos e criativos. Ser homens também da Igreja, capazes de permanecer com o povo, caminhar com ele, sofrer com ele, perseverar com ele até o fim, como atitude sinodal.

Evangelizar: dar Cristo ao mundo

A evangelização não é um projeto entre outros, nem deve ser estratégia de crescimento nosso. A verdadeira evangelização deve nascer do encontro com Cristo e, sobretudo, conduzir ao testemunho fiel. Evangelizar é dar ao mundo aquilo que ele mais necessita, mesmo quando não o sabe: Jesus Cristo, o Filho de Deus feito Servo.

Também em nossa Comunidade em Minecraft, que não é fuga da realidade, mas extensão da comunhão e da criatividade humana iluminada pela fé, somos, de fato, chamados a viver uma evangelização autêntica: não superficial, não reduzida a palavras, mas enraizada na coerência de nossas vidas e na fidelidade à Igreja.

O cardeal é sempre vocacionado a ser, em qualquer contexto, um ponto de referência: não para si mesmo, mas para Cristo, não sendo para dividir, mas para unir e congregar todos numa só comunhão.

A cruz como forma da fidelidade

Jesus pergunta: “Podeis beber o cálice que eu vou beber?” Esta pergunta ainda hoje nos deve atingir de um tanto modo particular.

Beber o cálice significa simplesmente confiar e aceitar as tribulações, as incompreensões, o peso da responsabilidade. Significa “permanecer no amor” quando o entusiasmo possa parecer ter chegado ao fim, quando surgem críticas, quando o serviço parece se tornar um fardo. A fidelidade cristã e, de modo eminente, a fidelidade dos pastores, mede-se na perseverança!

A Comunidade não é sustentada pelo sucesso nem por títulos superficiais, mas pela cruz que é abraçada com amor. E é precisamente aí que ela se torna frutífera.

Maria, Serva do Senhor, modelo da Igreja

Confiemos este Consistório à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, a humilde Serva do Senhor. Em Maria coincidem perfeitamente autoridade e serviço. Maria não procurou lugares, mas simplesmente recebeu uma missão. Nunca falou de si, ao contrário, sempre ofereceu o Cristo ao mundo.

Que ela ensine também a nós, quer pastores quer fiéis, tanto em nossas próprias realidades pessoais como também na Comunidade, a caminhar atrás de Jesus, a não temer Jerusalém, a não fugir da cruz, e a esperar com firme esperança a glória da ressurreição.

Amém.

[ES]

Venerables hermanos en el Episcopado,
Queridísimos Presbíteros y Diáconos,
Queridos hermanos en Cristo:

El Evangelio que acabamos de escuchar, tomado de la narración marcana, nos conduce al corazón del misterio del verdadero seguimiento de Cristo. Marcos nos presenta a Jesús en camino hacia Jerusalén. Y aquí no se trata de un simple desplazamiento geográfico: es el camino de la obediencia, es el itinerario del Siervo sufriente, la subida que culminará en la cruz y en la gloria de la resurrección. «Jesús iba delante», dice el evangelista, y los discípulos, entre el temor y la incomprensión, lo seguían.

Este detalle, queridísimos, es de gran relevancia. Cristo va delante. Él precede siempre a la Iglesia. No somos nosotros quienes abrimos caminos inéditos con nuestras estrategias o con nuestros supuestos de autoridad; es el propio Señor quien nos llama a «seguirlo fielmente», incluso cuando el camino pasa tantas veces por la cruz o por la incomprensión. Y es precisamente en este contexto donde nace la enseñanza sobre el verdadero sentido de la autoridad en la Iglesia.

El servicio como forma de la autoridad cristiana

Según narra el autor sagrado, Santiago y Juan piden lugares de honor. Es una tentación antigua, siempre actual, que puede insinuarse incluso en el corazón de los más cercanos a Jesús. Sin embargo, contrariamente a lo que podríamos pensar, el Señor no los reprende, sino que los conduce pacientemente a la verdad del Evangelio: «El que quiera ser grande entre vosotros, que sea vuestro servidor».

Aquí vemos y podemos contemplar la lógica de Dios, tan distinta de la lógica del mundo, o mejor dicho, de nuestra lógica. La autoridad, en la Iglesia, no se funda en el dominio, sino en la donación constante y real, en el sacrificio; no en ser servido, sino en servir hasta el final. El propio Hijo del Hombre es el criterio para nosotros: «no vino para ser servido, sino para servir y dar su vida en rescate por muchos».

Este es el Evangelio del servicio. Y es bajo esta luz que hoy la Iglesia crea a estos nuevos cardenales: nuevos servidores.

El Colegio Cardenalicio: comunión, no privilegio

Queridos hermanos que hoy sois agregados al Colegio de los Cardenales: la púrpura que recibiréis no es signo de honor, sino memoria constante de la sangre, es decir, de la vida ofrecida. Estáis llamados no solo a colaborar con el Sucesor de Pedro en el gobierno de la Iglesia, sino a ser, de hecho, testigos visibles de la comunión eclesial y servidores de la unidad.

El Colegio Cardenalicio no es ni puede ser un cuerpo administrativo en sentido meramente funcional o simplemente un órgano «pre-cónclave». Debe ser, ante todo, una expresión viva de la catolicidad de nuestra Comunidad Minecraftiana, de su comunión que abarca tantos pueblos, culturas, lenguas y naciones.

Trabajar, sí. Pero más que trabajar, ser. Ser hombres de Dios. Y antes de ser hombres de Dios, ser hombres verdaderos, valientes y creativos. Ser también hombres de la Iglesia, capaces de permanecer con el pueblo, caminar con él, sufrir con él, perseverar con él hasta el final, como actitud sinodal.

Evangelizar: dar a Cristo al mundo

La evangelización no es un proyecto entre otros, ni debe ser una estrategia de crecimiento propio. La verdadera evangelización debe nacer del encuentro con Cristo y, sobre todo, conducir al testimonio fiel. Evangelizar es dar al mundo aquello que más necesita, incluso cuando no lo sabe: Jesucristo, el Hijo de Dios hecho Siervo.

También en nuestra Comunidad en Minecraft, que no es una huida de la realidad, sino una extensión de la comunión y de la creatividad humana iluminada por la fe, estamos realmente llamados a vivir una evangelización auténtica: no superficial, no reducida a palabras, sino enraizada en la coherencia de nuestras vidas y en la fidelidad a la Iglesia.

El cardenal está siempre llamado a ser, en cualquier contexto, un punto de referencia: no para sí mismo, sino para Cristo; no para dividir, sino para unir y congregar a todos en una sola comunión.

La cruz como forma de la fidelidad

Jesús pregunta: «¿Podéis beber el cáliz que yo voy a beber?». Esta pregunta aún hoy debe interpelarnos de un modo muy particular.

Beber el cáliz significa simplemente confiar y aceptar las tribulaciones, las incomprensiones, el peso de la responsabilidad. Significa «permanecer en el amor» cuando el entusiasmo parece haberse agotado, cuando surgen críticas, cuando el servicio parece convertirse en una carga. ¡La fidelidad cristiana y, de modo eminente, la fidelidad de los pastores, se mide en la perseverancia!

La Comunidad no se sostiene por el éxito ni por títulos superficiales, sino por la cruz abrazada con amor. Y es precisamente ahí donde se vuelve fecunda.

María, Sierva del Señor, modelo de la Iglesia

Confiemos este Consistorio a la intercesión de la Bienaventurada Virgen María, la humilde Sierva del Señor. En María coinciden perfectamente autoridad y servicio. María no buscó lugares, sino que simplemente acogió una misión. Nunca habló de sí misma; por el contrario, siempre ofreció a Cristo al mundo.

Que ella nos enseñe también a nosotros, tanto pastores como fieles, en nuestras realidades personales y en la Comunidad, a caminar detrás de Jesús, a no temer a Jerusalén, a no huir de la cruz y a esperar con firme esperanza la gloria de la resurrección.

Amén.