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Nota Pastoral | Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica

              Prot. N.º 013/2026

NOTA PASTORAL

SOBRE A APLICAÇÃO DA BULA APOSTÓLICA AD VITAM CONSECRATAM

Aos que a este lerem, graça e paz da parte de
Deus, o Pai, e de Jesus, nosso Senhor.

Em cumprimento ao disposto no inciso V da Bula Apostólica Ad Vitam Consecratam, pela qual o Santo Padre determinou que o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica acompanhe a execução da disposição relativa aos títulos honoríficos de Monsenhor, promovendo, junto aos respectivos Institutos e Sociedades, sua adequada recepção e aplicação, este Dicastério dirige esta Nota Pastoral a toda a comunidade eclesial.

Desde a promulgação da referida disposição pontifícia, este Dicastério tem procurado acompanhar sua recepção com espírito de serenidade, comunhão e fraternidade, tendo já realizado os devidos contatos com os Superiores Maiores dos diversos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica envolvidos, com o objetivo de assegurar uma adequada compreensão e aplicação da decisão do Santo Padre.

No âmbito da presente disposição, encontram-se abrangidos os seguintes presbíteros:

I. Fr. Enzo Ribeiro,
II. Fr. José Gabriel Ramos,
III. Fr. Helberth Muniz de Jesus;
IV. Fr. Marcos José Abreu, da Ordem do Carmo;

V. Fr. Francisco Vinícius;
VI. Fr. João Lucas, da Ordem dos Frades Menores;

e

VII. Pe. John Gómez, da Associação de Fiéis Arautos do Evangelho.

A todos estes nossos irmãos, este Dicastério deseja dirigir uma palavra especial de gratidão, estima e fraternidade.

Queremos recordar, antes de tudo, as palavras do Santo Padre que inspiraram e ajudam a compreender o sentido mais profundo desta disposição:

«Um título não define o que somos, mas nosso trabalho em prol do Reino sim!»

Esta expressão nos convida a contemplar a verdadeira natureza do serviço eclesial. Nenhum título honorífico é capaz de definir a identidade profunda de um sacerdote ou de um consagrado. Aquilo que verdadeiramente define sua vida é sua configuração a Cristo, sua fidelidade à vocação recebida e sua dedicação ao serviço de Deus e de seus irmãos.

Por isso, este Dicastério agradece sinceramente aos Reverendíssimos Presbíteros acima mencionados todo o serviço que prestaram à Igreja durante o tempo em que receberam e exerceram os respectivos títulos honoríficos. A Igreja reconhece o bem realizado e conserva viva a gratidão por todo serviço oferecido com generosidade e fidelidade.

E queremos afirmar: esse serviço não termina com a revogação de um título.

O sacerdote continua sendo sacerdote. O religioso continua sendo religioso. O consagrado continua sendo chamado à santidade e ao serviço. A missão recebida de Deus permanece, e o trabalho em favor do Reino deve continuar sendo uma realidade viva em nossa Comunidade Católica em Minecraft.

Um título jamais significou (nem há de significar) que um sacerdote fosse melhor do que outro, que tivesse maior dignidade sacerdotal, que trabalhasse mais ou que sua vocação fosse superior à de seus irmãos. Da mesma forma, sua revogação não significa diminuição alguma da dignidade, do mérito pessoal ou da importância do ministério daqueles que anteriormente o receberam.

Na Igreja, ninguém é maior por causa de um título, assim como ninguém se torna menor pela ausência dele.

A verdadeira dignidade do sacerdote nasce do sacramento da Ordem e da configuração a Cristo; a dignidade do religioso e do consagrado nasce de sua vocação e de sua entrega a Deus. As distinções honoríficas, por sua própria natureza, são realidades externas e secundárias diante da grandeza da vocação cristã.

Assim, a presente disposição do Santo Padre deve ser acolhida com serenidade e espírito eclesial, não como uma desvalorização daqueles que foram anteriormente agraciados com tais títulos, mas como um convite a todos nós para redescobrirmos aquilo que é essencial: o SERVIÇO, a HUMILDADE, a FRATERNIDADE, a SIMPLICIDADE e a ENTREGA da própria vida pelo Evangelho.

Aos Reverendíssimos Presbíteros que se encontram diretamente abrangidos por esta disposição, renovamos nossa estima e nossa gratidão. O Dicastério reconhece o caminho percorrido, o serviço prestado e o bem realizado, e manifesta a certeza de que continuarão, agora como sempre, a servir à Igreja com o mesmo zelo e dedicação.

Agradecemos também aos Superiores Maiores dos respectivos Institutos e Sociedades pela disponibilidade demonstrada no processo de recepção e aplicação da disposição pontifícia, bem como pela colaboração prestada a este Dicastério.

Que esta etapa seja vivida por todos como uma oportunidade de renovação e de aprofundamento daquilo que realmente importa: não os títulos que carregamos, mas o amor com que servimos; o bem que realizamos; aquilo que somos diante de Deus.

Confiamos todos os nossos irmãos à intercessão da Santíssima Virgem Maria e de todos os santos e santas que, tendo vivido na simplicidade e na humildade, nos ensinam que a maior honra é entregar a própria vida ao serviço de Cristo e de sua Igreja.

Dado na Sede dos Escritórios do Dicastério para os Institutos
de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica,
aos 24 dias do mês de julho de 2026.


Henricus A. Card. GÄNSWEIN
Praefectus
 
 
Iosephus Eliel Gomes, OFM
Secretarius