
1. O Dicastério para o Clero, no exercício da competência que lhe é confiada pelo Romano Pontífice para promover, orientar e favorecer a disciplina do clero em toda a Igreja Latina, considerando atentamente a dignidade própria do ministério ordenado e o testemunho público que dele deve derivar;
2. Recordando que a veste eclesiástica não constitui mero ornamento exterior, mas sinal visível da consagração recebida no Sacramento da Ordem, expressão da identidade clerical e testemunho permanente de disponibilidade para o serviço de Deus e da Igreja;
3. Tendo presente o cân. 284 do Código de Direito Canônico, segundo o qual os clérigos devem usar traje eclesiástico conforme as normas estabelecidas pela Conferência Episcopal e pelos costumes legítimos do lugar;
4. Desejando favorecer uma maior uniformidade disciplinar, simplicidade evangélica, sobriedade e clareza na apresentação pública do estado clerical;
5. Após consulta aos organismos competentes da Sé Apostólica e por mandato do Santo Padre,
DECRETA:
Art. 1º Os presbíteros e diáconos da Igreja Latina, tanto seculares quanto membros de Institutos de Vida Consagrada e de Sociedades de Vida Apostólica, quando utilizarem a veste talar (batina), deverão fazê-lo com a respectiva faixa própria da tradição clerical.
Art. 2º No uso ordinário da veste eclesiástica não é permitido aos presbíteros e diáconos utilizar capa, mozeta, manteleta, murça ou qualquer outra insígnia própria da dignidade episcopal, cardinalícia ou de outros ofícios que não lhes pertençam legitimamente.
Art. 3º Permanece reservado aos Bispos, Arcebispos, Cardeais e demais Prelados que, por direito universal ou concessão pontifícia, possuam tal prerrogativa, o uso das vestes e insígnias que lhes são próprias, observadas as normas litúrgicas e protocolares vigentes.
Art. 4º Os Ordinários do lugar velarão pela fiel observância destas disposições, promovendo adequada formação acerca do significado espiritual da veste eclesiástica e corrigindo, com prudência pastoral e caridade, eventuais abusos.
Art. 5º As Conferências Episcopais poderão estabelecer normas complementares acerca da forma, tecido e demais características da veste clerical, desde que em plena conformidade com o presente Decreto e com o direito universal.
Art. 6º Ficam revogadas todas as disposições particulares contrárias ao presente Decreto naquilo que lhe forem incompatíveis.
6. O Dicastério exorta todos os clérigos a recordarem que a veste eclesiástica manifesta exteriormente uma realidade interior: a configuração sacramental a Cristo, Bom Pastor. A sobriedade, a simplicidade e a fidelidade às normas da Igreja constituem eloquente testemunho diante do mundo e fortalecem a comunhão eclesial.
7. Confiando a aplicação destas normas à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, de São João Maria Vianney, Padroeiro dos Párocos, e de São Carlos Borromeu, modelo de pastor e reformador do clero, este Dicastério determina que o presente Decreto seja publicado em seu boletim oficial e entre em vigor após sua legítima promulgação.
† Lucas Henrique Lorscheider EP-M
Præfectus
† Miguel Bordin
Secretarius
[ES]
1. El Dicasterio para el Clero, en el ejercicio de la competencia que le ha sido confiada por el Romano Pontífice para promover, orientar y favorecer la disciplina del clero en toda la Iglesia Latina, considerando atentamente la dignidad propia del ministerio ordenado y el testimonio público que de él debe derivarse;
2. Recordando que el traje eclesiástico no constituye un mero ornamento exterior, sino un signo visible de la consagración recibida en el Sacramento del Orden, expresión de la identidad clerical y testimonio permanente de disponibilidad para el servicio de Dios y de la Iglesia;
3. Teniendo presente el can. 284 del Código de Derecho Canónico, según el cual los clérigos deben llevar un traje eclesiástico digno, conforme a las normas establecidas por la Conferencia Episcopal y las costumbres legítimas del lugar;
4. Deseando favorecer una mayor uniformidad disciplinaria, sencillez evangélica, sobriedad y claridad en la manifestación pública del estado clerical;
5. Después de consultar a los organismos competentes de la Sede Apostólica y por mandato del Santo Padre,
DECRETA:
Art. 1 Los presbíteros y diáconos de la Iglesia Latina, tanto seculares como miembros de Institutos de Vida Consagrada y de Sociedades de Vida Apostólica, cuando utilicen la sotana, deberán llevarla con la correspondiente faja propia de la tradición clerical.
Art. 2 En el uso ordinario del traje eclesiástico, no está permitido a los presbíteros y diáconos utilizar capa, muceta, mantelletta, esclavina u otras insignias propias de la dignidad episcopal, cardenalicia o de otros oficios que no les correspondan legítimamente.
Art. 3 Permanece reservado a los Obispos, Arzobispos, Cardenales y demás Prelados que, por derecho universal o por concesión pontificia, posean tal prerrogativa, el uso de las vestiduras e insignias que les son propias, observando las normas litúrgicas y protocolares vigentes.
Art. 4 Los Ordinarios del lugar velarán por la fiel observancia de estas disposiciones, promoviendo una adecuada formación sobre el significado espiritual del traje eclesiástico y corrigiendo, con prudencia pastoral y caridad, los eventuales abusos.
Art. 5 Las Conferencias Episcopales podrán establecer normas complementarias acerca de la forma, el tejido y demás características del traje clerical, siempre que estén en plena conformidad con el presente Decreto y con el derecho universal.
Art. 6 Quedan derogadas todas las disposiciones particulares contrarias al presente Decreto en aquello que sean incompatibles con él.
6. El Dicasterio exhorta a todos los clérigos a recordar que el traje eclesiástico manifiesta exteriormente una realidad interior: la configuración sacramental con Cristo, Buen Pastor. La sobriedad, la sencillez y la fidelidad a las normas de la Iglesia constituyen un elocuente testimonio ante el mundo y fortalecen la comunión eclesial.
7. Confiando la aplicación de estas normas a la intercesión de la Santísima Virgen María, Madre de la Iglesia, de San Juan María Vianney, Patrono de los Párrocos, y de San Carlos Borromeo, modelo de pastor y reformador del clero, este Dicasterio dispone que el presente Decreto sea publicado en su boletín oficial y entre en vigor tras su legítima promulgación.
† Lucas Henrique Lorscheider EP-M
Præfectus
† Miguel Bordin
Secretarius