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Corações reconciliados, humanidade renovada! #CF2026

Livreto Celebrativo | Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

LIVRETO CELEBRATIVO
PAIXÃO DE NOSSO SENHOR

SÃO PEDRO, VATICANO
03.04.2026

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Hoje e  amanhã, segundo antiquíssima tradição, a Igreja não celebra os sacramentos, com exceção da Penitência e da Unção dos Enfermos.

Neste dia, a sagrada comunhão só pode ser distribuída aos fiéis durante a celebração da Paixão do Senhor, mas poderá ser levada a qualquer hora aos doentes que não possam participar da celebração.

O altar esteja totalmente despojado: sem cruz, castiçais ou toalha.

RITOS INICIAIS

ENTRADA

O Bispo, ao presidir a Celebração, se revestirá dos paramentos habituais para a missa, casula vermelha e mitra simples (inteiramente branca); mas, não usará dalmática sob a casula, nem o báculo e nem o anel episcopal. Deporá a mitra ao chegar no altar, antes de se prostrar ou se ajoelhar.

O sacerdote e o diácono, em vestes sagradas de cor vermelha como para a Missa, aproximam-se do altar em silêncio do altar, fazem-lhe reverência e prostram-se ou, se for o caso, ajoelham-se por algum tempo. Todos os outros se ajoelham.
 
O sacerdote, com os ministros, dirige-se à cadeira. Voltado para a assembleia e de braços abertos profere uma das seguintes orações, omitindo o convite Oremos.

ORAÇÃO

Deus, qui peccáti véteris hereditáriam mortem, in qua posteritátis genus omne succésserat, Christi tui, Dómini nostri passióne solvísti: da, ut, confórmes eídem facti; sicut imáginem terrénae natúrae necessitáte portávimus, ita imáginem caeléstis grátiae sanctificatióne portémus. Per eúndem Christum Dóminum nostrum. 
℟.: Amém.

PRIMEIRA PARTE
LITURGIA DA PALAVRA

Estando todos sentados, faz-se a Primeira Leitura tirada do livro do Profeta Isaías (Is 52, 13-53,12) com seu salmo.

PRIMEIRA LEITURA
(Cf. Is 52, 13-53,12)

Leitor: Lectura del Libro del Profeta Isaías
He aquí que mi Siervo tendrá éxito; será exaltado y elevado a lo más alto. Así como muchos se asombraron de él —tan desfigurado estaba que no parecía hombre ni tenía aspecto humano—, así también asombrará a muchos pueblos; ante él los reyes cerrarán la boca, porque verán lo que nunca se les había contado y comprenderán lo que jamás habían oído. ¿Quién creyó a nuestro anuncio? ¿Y a quién se le reveló el brazo del Señor? Creció ante él como un retoño, como raíz en tierra árida; no tenía apariencia ni belleza para atraer nuestras miradas, ni aspecto que nos agradara. Despreciado y evitado por los hombres, hombre de dolores y familiarizado con el sufrimiento; como uno ante quien se oculta el rostro, fue despreciado y no lo tuvimos en cuenta. Pero él cargó con nuestras enfermedades y soportó nuestros dolores; nosotros lo tuvimos por castigado, herido por Dios y humillado. Él fue traspasado por nuestras rebeliones, triturado por nuestros crímenes; el castigo que nos da la paz cayó sobre él, y por sus llagas hemos sido curados. Todos nosotros errábamos como ovejas, cada uno siguiendo su camino, y el Señor descargó sobre él la culpa de todos nosotros. Maltratado, se humillaba y no abría la boca; como cordero llevado al matadero, como oveja ante los que la esquilan, no abría la boca. Por opresión y sentencia fue arrebatado, y de su generación, ¿quién se preocupó? Fue arrancado de la tierra de los vivos; por las culpas de mi pueblo fue herido hasta la muerte. Le dieron sepultura con los malvados y un sepulcro con los ricos, aunque no cometió violencia ni hubo engaño en su boca. El Señor quiso aplastarlo con el sufrimiento. Si ofrece su vida como expiación, verá descendencia, prolongará sus días y por su mano prosperará la voluntad del Señor. Después de su sufrimiento verá la luz y se saciará de conocimiento. Mi Siervo, el Justo, justificará a muchos, cargando con sus culpas. Por eso le daré una multitud como parte, y con los poderosos repartirá el botín, porque se entregó a la muerte y fue contado entre los pecadores, cuando en realidad cargaba con el pecado de muchos e intercedía por los pecadores.
O coro entoa o “Verbo Domini”.

SALMO RESPONSORIAL
(Sl 30)

SEGUNDA LEITURA
(Hb 4, 14-16; 5, 7-9)

Leitor: Lectura de la Carta a los Hebreos
Hermanos: Tenemos un sumo sacerdote eminente, que ha entrado en el cielo, Jesús, el Hijo de Dios. Por eso, mantengámonos firmes en la fe que profesamos. En efecto, no tenemos un sumo sacerdote incapaz de compadecerse de nuestras debilidades, sino uno que ha sido probado en todo como nosotros, excepto en el pecado. Acerquémonos, pues, con plena confianza al trono de la gracia, para alcanzar misericordia y encontrar gracia que nos ayude en el momento oportuno. Cristo, en los días de su vida terrena, ofreció oraciones y súplicas con fuerte clamor y lágrimas a aquel que podía salvarlo de la muerte, y fue escuchado por su entrega confiada a Dios. Y, aunque era Hijo, aprendió obedeciendo a través del sufrimiento. Y, llevado a la perfección, se convirtió en causa de salvación eterna para todos los que le obedecen.
O coro entoa o “Verbo Domini”.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
(Fl 2,8-9)

— LOUVOR E HONRA A VÓS, SENHOR JESUS.
Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz.
Pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.

Em seguida, faz-se a leitura da história da Paixão do Senhor segundo João (Jo 18, 1- 19,42) como no domingo anterior.

A história da Paixão do Senhor se lê sem velas e incenso, sem saudação e sinal da cruz sobre o livro. Ela é proclamada pelo diácono ou, na sua falta, pelo sacerdote. Pode ser proclamada também por leigos, reservando-se a parte do Cristo para o sacerdote, se for possível. Só os diáconos, mas não os outros, pedem a bênção ao sacerdote, como habitualmente antes do Evangelho.

HISTÓRIA DA PAIXÃO DO SENHOR
(Jo 18, 1- 19,42)

As falas do Cristo () podem ser feitas pelo diácono, por um concelebrante ou pelo próprio presidente, se este for tomar parte no Evangelho.
 
Narrador: Pássio Dómini nostri Jesu Christi secúndum Joánnem.
Naquele tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
℣.: “A quem procurais?”
Narrador: Responderam:
℟.: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador: Ele disse:
℣.: “Sou eu”.
Narrador: Judas, o traidor, estava junto com eles. Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. De novo lhes perguntou:
℣.: “A quem procurais?”
Narrador: Eles responderam:
℟.: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador: Jesus respondeu:
℣.: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Narrador: Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
℣.:  “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.
Narrador: Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. Então Jesus disse a Pedro:
℣.: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Narrador: Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
Leitor: “É preferível que um só morra pelo povo”.
Narrador: Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. A criada que guardava a porta disse a Pedro:
Leitor: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”
Narrador: Ele respondeu:
Leitor: “Não”.
Narrador: Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. Jesus lhe respondeu:
℣.: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.
Narrador: Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”
Narrador: Respondeu-lhe Jesus:
℣.: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Narrador: Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Leitor: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”
Narrador: Pedro negou:
Leitor: “Não!”
Narrador: Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Leitor: “Será que não te vi no jardim com ele?”
Narrador: Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Leitor: “Que acusação apresentais contra este homem?”
Narrador: Eles responderam:
℟.: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Narrador: Os judeus lhe responderam:
℟.: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
Narrador: Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador: Jesus respondeu:
℣.: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Narrador: Pilatos falou:
Leitor: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.
Narrador: Jesus respondeu:
℣.: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Narrador: Pilatos disse a Jesus:
Leitor: “Então, tu és rei?”
Narrador: Jesus respondeu:
℣.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Narrador: Pilatos disse a Jesus:
Leitor: “O que é a verdade?”
Narrador: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Leitor: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
Narrador: Então, começaram a gritar de novo:
℟.: “Este não, mas Barrabás!”
Narrador: Barrabás era um bandido. Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, aproximavam-se dele e diziam:
℟.: “Viva o rei dos judeus!”
Narrador: E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Leitor: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.
Narrador: Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Leitor: “Eis o homem!”
Narrador: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
℟.:“Crucifica-o! Crucifica-o!”
Narrador: Pilatos respondeu:
Leitor: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Narrador: Os judeus responderam:
℟.: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.
Narrador: Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Leitor: “De onde és tu?”
Narrador: Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:
Leitor: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
Narrador: Jesus respondeu:
℣.: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.
Narrador: Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
℟.: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.
Narrador: Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Leitor: “Eis o vosso rei!”
Narrador: Eles, porém, gritavam:
℟.: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Narrador: Os sumos sacerdotes responderam:
℟.: “Não temos outro rei senão César”.
Narrador: Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
℟.: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.
Narrador: Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Leitor: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.
Narrador: Pilatos respondeu:
Leitor: “O que escrevi, está escrito”.
Narrador: Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. Disseram então entre si:
Leitor: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.
Narrador: Assim se cumpria a Escritura que diz:
℟.: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Narrador: Assim procederam os soldados. Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
℣.: “Mulher, este é o teu filho”.
Narrador: Depois disse ao discípulo:
℣.: “Esta é a tua mãe”.
Narrador: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
℣.: “Tenho sede”.
Narrador: Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:
℣.: “Tudo está consumado”.
Narrador: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
 
Todos se ajoelham e permanecem uns instantes em silêncio.
 
Narrador: Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
Palavra da Salvação
℟.: Glória a vós, Senhor.

Após a leitura da Paixão do Senhor, o sacerdote faz uma breve homilia. Terminada a homilia, os fiéis podem ser convidados a um breve tempo de silêncio.

ORAÇÃO UNIVERSAL

A liturgia da Palavra é encerrada com a oração universal, do seguinte modo: o diácono, se houver, ou em sua ausência, um ministro leigo, junto ao ambão, faz o convite que exprime a intenção. Em seguida todos oram por algum tempo em silêncio; depois o sacerdote, de pé, junto à cadeira ou, se for oportuno, ao altar, de braços abertos, diz a oração. Durante todo o tempo das orações, os fiéis podem ficar ajoelhados ou de pé.

Conforme a tradição, antes da oração do sacerdote, o diácono pode fazer o convite Ajoelhemo-nos - Levantemo-nos, e todos se ajoelham para a oração em silêncio.
 
I. Pela Santa Igreja
℣.: Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e tranquila, para sua própria glória.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, qui in Christo gloriam tuam cunctis gentibus revelasti, custodi opus dilectionis tuae, ut Ecclesia tua, per totum orbem diffusa, in fide inconcussa perseveret et nomen tuum iugiter annuntiet. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
II. Pelo Papa
℣.: Oremos por nuestro Santo Padre, el Papa León en la realidad y el Papa Benedicto en nuestro apostolado, para que Dios nuestro Señor, que lo eligió para el Episcopado, lo conserve sano y salvo al frente de su Iglesia, para gobernar al pueblo santo de Dios.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, in cuius sapientia universa fundantur, dignare preces nostras exaudire et Pontificem, quem elegisti, amoris tui custodia protege, ut populus christianus, quem per eum gubernas, in fide sua crescere valeat. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
III. Por todos os membros da Igreja
℣.: Oremos pelos nossos Bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, qui totum Ecclesiae corpus Spiritu tuo sanctificas et regis, exaudi supplicationes quas tibi pro ministris tuis offerimus, et praesta, ut omnes, dono gratiae tuae, tibi fideliter serviant. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
IV. Pelos catecúmenos
℣.: Oremos por los catecúmenos: que el Señor, nuestro Dios, abra los oídos de sus corazones y la puerta de la misericordia, para que, habiendo recibido en las aguas del bautismo el perdón de todos sus pecados, sean incorporados a Cristo Jesús, nuestro Señor.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, qui novos filios et filias Ecclesiae tuae fecunditate tribuis, auge fidem et intellectum catechumenorum, ut, in fonte baptismatis renati, inter filios adoptionis tuae annumerentur. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
V. Pela unidade dos cristãos
℣.: Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que creem no Cristo, para que nosso Deus e Senhor se digne reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a verdade.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, qui dispersa congregas et congregata conservas, respice ad gregem Filii tui, ut integritas fidei et caritatis vincula eos, qui uno Baptismate consecrati sunt, uniant. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
VI. Pelos judeus
℣.: Oremos por los judíos, a quienes el Señor nuestro Dios habló en primer lugar, para que les conceda crecer en la fidelidad de su alianza y en el amor de su nombre.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.:  Deus omnipotens sempiterne, qui promissiones tuas Abrahae et semini eius contulisti, exaudi propitius preces Ecclesiae tuae, ut populus prioris foederis ad plenitudinem redemptionis pervenire mereatur. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
VII. Pelos que não creem em Cristo
℣.: Oremos pelos que não creem em Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também eles ingressar no caminho da salvação.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, da non credentibus in Christum, ut, sub conspectu tuo sincero corde ambulantes, veritatem inveniant. Et nobis concede, ut, mutuo nos diligentes et mysterio vitae tuae sollicitius participantes, in mundo testes fideliores bonitatis tuae efficiamur. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
VIII. Pelos que não creem em Deus
℣.: Oremos por los que no reconocen a Dios, para que, buscando con corazón sincero lo que es recto, merezcan llegar al Dios verdadero.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, qui omnes homines creasti et in corde eorum desiderium te quaerendi posuisti, ut, te invenientes, in te solo requiescant: concede, ut, inter huius mundi difficultates, signa bonitatis tuae discernentes et testimonium bonorum operum eorum qui in te credunt videntes, gaudeant confiteri te esse unum verum Deum et Patrem omnium hominum. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
IX. Pelos governantes
℣.: Oremos por todos os governantes: que Deus nosso Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o espírito e o coração para a verdadeira paz e liberdade de todos.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, in cuius manu sunt corda hominum et iura populorum, respice benignus ad eos qui nos regunt, ut, tua gratia, per universam terram firmentur prosperitas gentium, securitas pacis et libertas religionis. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
XPor todos os que sofrem
℣.: Oremos, hermanos y hermanas, a Dios Padre todopoderoso, para que libre al mundo de todo error, aleje las enfermedades y destierre el hambre, abra las prisiones y libere a los cautivos, vele por la seguridad de los viajeros, haga volver a los exiliados, conceda la salud a los enfermos y la salvación a los que agonizan.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Pres.: Deus omnipotens sempiterne, qui es afflictorum consolatio et laborantium fortitudo, perveniant ad te preces eorum qui in tribulatione clamant, ut, in suis necessitatibus, auxilio misericordiae tuae laetentur. Per Christum Dominum nostrum.
℟.: Amen.
 
SEGUNDA PARTE
ADORAÇÃO DA CRUZ

Terminada a oração universal, faz-se a solene adoração da Cruz. Escolha-se, das duas formas propostas, a mais conveniente de acordo com as exigências pastorais.
 
APRESENTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Primeira forma

O diácono com os ministros, ou outro ministro idôneo, dirige-se à sacristia, de onde traz em procissão a Cruz coberta com um véu roxo, acompanhado por dois ministros com velas acesas, caminha pela nave principal da igreja ao centro do presbitério.

O sacerdote, de pé diante do altar, virado para a assembleia, recebe a Cruz, descobre-lhe um pouco a parte superior e a eleva, começando a cantar Eis o lenho da cruz, sendo ajudado no canto pelo diácono ou, se for preciso, pelo coro. Todos respondem: Vinde, adoremos. Terminado o canto todos se ajoelham e adoram durante um momento de silêncio, enquanto o sacerdote continua de pé com a Cruz erguida.

℣.: Ecce lignum Crucis, in quo salus mundi pepéndit.
℟.: 
Vénite, adorémus.

Em seguida, o sacerdote descobre o braço direito da Cruz e, elevando-a de novo, começa a cantar Eis o lenho, e prossegue-se como acima.

Finalmente descobre a Cruz por inteiro e, elevando-a, começa a cantar pela terceira vez Eis o lenho, e prossegue-se como da primeira vez.

Segunda forma
O sacerdote, ou o diácono, com os ministros ou outro ministro idôneo, dirige-se à porta da igreja, onde recebe a Cruz sem véu. Acompanhado pelos ministros com velas acesas, faz a procissão pela nave da igreja até o presbitério. Junto à porta principal, no meio da igreja e à entrada do presbitério, de pé, ergue a Cruz e canta Eis o lenho, e todos respondem: Vinde, adoremos. Depois de cada resposta, todos se ajoelham e adoram durante alguns momentos em silêncio, como na primeira forma da apresentação da santa Cruz.
 
ADORAÇÃO DA CRUZ

Em seguida, acompanhado por dois ministros com velas acesas, o sacerdote, ou o diácono, leva a Cruz à entrada do presbitério ou outro lugar conveniente; ali ele a depõe ou entrega aos ministros, que a seguram; as velas são colocadas à direita e à esquerda da Cruz.

Para a adoração da Cruz, aproxima-se primeiro só o sacerdote que preside a celebração, tendo tirado, se for oportuno, a casula e os sapatos. Depois seguem o clero, os ministros leigos e os fiéis, como em procissão, exprimindo a sua reverência à Cruz por uma simples genuflexão ou outro sinal apropriado, conforme o costume da região, por exemplo, beijando a Cruz.

Deve-se apresentar à adoração uma só Cruz. Se, por causa do grande número de fiéis, não for possível todos se aproximarem individualmente, depois que parte do clero e dos fiéis realizaram a adoração, o sacerdote toma a Cruz e, de pé diante do altar, em breves palavras convida a assembleia para a adoração da Cruz; depois, por algum tempo, ergue-a mais alto para os fiéis adorarem em silêncio.
 
CANTOS PARA A ADORAÇÃO DA CRUZ

Conforme as condições dos lugares ou as tradições do povo, e se for pastoralmente oportuno, pode-se cantar De pé a Mãe doloros, ou outro canto adequado em memória das dores da Bem-aventurada Virgem Maria.

Terminada a adoração, a Cruz é levada pelo diácono ou outro ministro ao seu lugar junto do altar. As velas acesas são colocadas ao lado, ou sobre o altar, ou perto da Cruz.
 
TERCEIRA PARTE
SAGRADA COMUNHÃO

Sobre o altar estende-se a toalha e colocam-se o corporal e o Missal. O diácono ou, na falta dele, o próprio sacerdote, com o véu umeral, traz o Santíssimo Sacramento do local da reposição, pelo caminho mais curto ao altar, enquanto todos ficam de pé em silêncio. Dois ministros com velas acesas acompanham o Santíssimo Sacramento e colocam os castiçais sobre o altar ou perto dele.

Tendo o diácono, se houver, colocado o Santíssimo Sacramento sobre o altar e descoberto o cibório, o sacerdote aproxima-se do altar e faz uma genuflexão.

Em seguida, o sacerdote diz, com voz alta, de mãos unidas:
Pres.: Proecéptis salutáribus móniti, et divina institutióne formáti, audémus dícere:

O sacerdote, de braços abertos, prossegue com a assembleia:
PATER NOSTER, QUI ES IN CAELIS: SANCTIFICÉTUR NOMEN TUUM. ADVÉNIAT REGNUM TUUM. FIAT VOLÚNTAS TUA, SICUT IN CAELO, ET IN TERRA. 

PANEM NOSTRUM QUOTIDIÁNUM DA NOBIS HÓDIE: ET DIMÍTTE NOBIS DÉBITA NOSTRA. SICUT ET NOS DIMÍTTIMUS DEBITÓRIEUS NOSTRIS. ET NE NOS INDÚCAS IN TENTATIÓNEM; SED LÍBERA NOS A MALO.
AMEN.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Libera nos, quaesumus, Domine, ab omnibus malis, da propitius pacem in diebus nostris, ut, ope misericordiae tuae adiuti, et a peccato simus semper liberi et ab omni perturbatione securi: exspectantes beatam spem et adventum Salvatoris nostri Iesu Christi.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração, aclamando:
℟.: Quia tuum est regnum, et potestas, et gloria in saecula. 

O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres.: Domine Iesu Christe, Corpus et Sanguis tuus, quos sumpturus sum, non mihi proveniant in iudicium et condemnationem; sed, pro tua pietate, prosint mihi ad tutamentum et remedium animae et corporis.

Em seguida, ele faz genuflexão, toma uma partícula na mão e, elevando-a um pouco sobre o cibório, diz em voz alta, voltado para a assembleia:
Beati qui ad cenam Domini vocati sunt. Ecce Agnus Dei, ecce qui tollit peccata mundi.
E acrescenta, com a assembleia, uma só vez:
℟.: Domine, non sum dignus ut intres sub tectum meum, sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.
 
E, voltado para o altar, comunga com reverência o Corpo de Cristo, rezando em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde.

Em seguida, distribui a Comunhão aos fiéis. Durante a Comunhão pode-se entoar o salmo 21 ou outro canto apropriado.

Terminada a distribuição da Comunhão, o cibório é transportado pelo diácono ou por um outro ministro idôneo para um lugar preparado fora da igreja ou, se as circunstâncias o exigirem, reposto no tabernáculo.

Ⓔ O Bispo faz a oração sem solidéu.

Em seguida, o sacerdote diz: Oremos; e tendo-se observado, se for oportuno, um momento de sagrado silêncio, ele diz a oração depois da Comunhão:
Deus aetérne et omnípotens, qui nos per sanctam mortem et resurrectionem Christi tui renovásti, custódi in nobis opus misericórdiae tuae, ut, huius mystérii participatióne, vitam nostram tibi semper dicémus. Per Christum Dóminum nostrum.
℟.: Amen.

À despedida, o diácono ou, na sua ausência, o próprio sacerdote pode fazer o convite: 
Inclinai-vos para a bênção.

Em seguida, o sacerdote, voltado para a assembleia e com as mãos estendidas sobre ela, diz esta oração sobre o povo:
Descéndat, quaesumus, Dómine, super pópulum tuum benedíctio copiósa, qui mortem Fílii tui in spe resurrectiónis celebrávit; véniat indulgéntia tua, tribuátur consolátio, crescat fides vera et redémptio aetérna firmétur. Per Christum Dóminum nostrum.
℟.: Amen.

E todos, feita uma genuflexão diante da Cruz, retiram-se em silêncio.

Depois da celebração, o altar é desnudado, deixando-se, todavia, sobre ele a Cruz com dois ou quatro castiçais.