INTRODUÇÃO
A PRIMAZIA DA VIDA ESPIRITUAL
1. A vida espiritual constitui o princípio vital do ministério ordenado.
2. Sem a união constante com Deus, o exercício das funções pastorais perde sua eficácia sobrenatural e reduz-se a mera atividade humana.
3. Por isso, a Igreja insiste na necessidade de que os ministros sagrados sejam, antes de tudo, homens de Deus, profundamente enraizados na oração e na vida sacramental.
CAPÍTULO I
A VIDA ESPIRITUAL DOS MINISTROS ORDENADOS
Art. 1 — Natureza da espiritualidade clerical
4. A espiritualidade dos ministros ordenados deriva de sua configuração a Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.
5. Tal espiritualidade é essencialmente:
- cristocêntrica
- eclesial
- sacramental
- pastoral
Art. 2 — Finalidade
6. A vida espiritual tem como finalidade:
- a santificação pessoal do ministro
- a fecundidade do ministério
- a edificação do Corpo de Cristo
CAPÍTULO II
A VIDA DE ORAÇÃO DOS PRESBÍTEROS E DIÁCONOS
Art. 3 — Centralidade da oração
7. A oração é o fundamento de toda a vida espiritual do clero.
8. Os ministros ordenados devem dedicar diariamente tempos adequados à oração pessoal e comunitária.
Art. 4 — Liturgia das Horas
9. A Liturgia das Horas constitui a oração oficial da Igreja.
10. Os presbíteros e diáconos são obrigados a rezá-la fielmente, conforme o Código de Direito Canônico.
11. Esta oração santifica o tempo e une o ministro à oração universal da Igreja.
CAPÍTULO III
A VIDA SACRAMENTAL
Art. 5 — Eucaristia
12. A celebração diária da Eucaristia deve ser o centro da vida espiritual do sacerdote.
13. Os diáconos participam deste mistério com devoção, exercendo seu ministério com dignidade.
Art. 6 — Penitência
14. Recomenda-se vivamente a confissão frequente.
15. O ministro deve ser não apenas dispensador, mas também fiel penitente.
CAPÍTULO IV
A DEVOÇÃO E AS PRÁTICAS ESPIRITUAIS
Art. 7 — Devoção mariana
16. A devoção à Santíssima Virgem Maria ocupa lugar especial na vida espiritual dos ministros.
17. Recomenda-se a recitação diária do Santo Terço.
Art. 8 — Outras práticas
18. Entre as práticas espirituais recomendadas destacam-se:
- adoração eucarística
- meditação da Sagrada Escritura
- leitura espiritual
- retiros espirituais
CAPÍTULO V
A VIDA FRATERNA E COMUNITÁRIA
Art. 9 — Comunhão presbiteral
19. Os presbíteros são chamados a viver em comunhão com o bispo e entre si.
20. A fraternidade sacerdotal fortalece a vida espiritual e o ministério.
Art. 10 — Testemunho
21. A vida do ministro deve ser testemunho visível de santidade.
CAPÍTULO VI
A FORMAÇÃO ESPIRITUAL DOS SEMINARISTAS
Art. 11 — Natureza da formação
22. A formação no seminário deve integrar:
- dimensão humana
- espiritual
- intelectual
- pastoral
Art. 12 — Primazia da formação espiritual
23. A formação espiritual constitui o núcleo da preparação sacerdotal.
24. O seminarista deve aprender a viver em constante união com Deus.
CAPÍTULO VII
A VIDA DE ORAÇÃO NO SEMINÁRIO
Art. 13 — Disciplina espiritual
25. Os seminaristas devem participar fielmente:
- da Eucaristia diária
- da Liturgia das Horas
- da oração comunitária
Art. 14 — Oração pessoal
26. Deve-se promover o cultivo da oração pessoal silenciosa.
CAPÍTULO VIII
ACOMPANHAMENTO ESPIRITUAL
Art. 15 — Direção espiritual
27. Cada seminarista deve ter um diretor espiritual.
28. A direção espiritual é meio privilegiado de crescimento vocacional.
CAPÍTULO IX
DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
Art. 16 — Riscos atuais
29. Entre os principais desafios encontram-se:
- ativismo pastoral
- superficialidade espiritual
- distrações do mundo moderno
Art. 17 — Resposta espiritual
30. Tais desafios devem ser enfrentados com:
- disciplina espiritual
- vida de oração
- acompanhamento adequado
CAPÍTULO X
ORIENTAÇÕES PASTORAIS
Art. 18 — Recomendações aos ministros
31. Recomenda-se aos ministros ordenados:
- fidelidade à oração diária
- celebração digna dos sacramentos
- vida espiritual intensa
Art. 19 — Recomendações aos seminários
32. Os seminários devem garantir sólida formação espiritual.
CONCLUSÃO
33. A vida espiritual é o fundamento indispensável do ministério ordenado.
34. Os ministros que permanecem unidos a Deus tornam-se instrumentos eficazes da graça divina.
35. Exorta-se, portanto, todos os presbíteros, diáconos e seminaristas a cultivarem com fidelidade a vida espiritual, para que possam servir com fruto o povo de Deus.
† Lucas Henrique Lorscheider EP-M
Præfectus
† Miguel Bordin
Secretarius
