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SÍNODO PARA A COMUNHÃO DOS POVOS: P/ QUE TODOS SEJAM UM!

Livreto Litúrgico | Consistório Ordinário Público

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CAPELA PAPAL
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 CONSISTÓRIO ORDINÁRIO PÚBLICO
PARA
CRIAÇÃO DE NOVOS CARDEAIS

PRESIDIDO PELO SANTO PADRE
BENTO VIII

BASÍLICA DE SÃO PEDRO, NO VATICANO
VII.I.MMXXVI

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RITOS INICIAIS

1. Reunido o povo no local indicado, o Santo Padre dirige-se ao Altar da Confissão com os cerimoniários e os novos cardeais, durante a antífona Tu és Pedro (Tu es Petrus).

Chegando ao altar, os novos cardeais fazem uma profunda inclinação. Depois dirigem-se às cadeiras.

O Santo Padre, chegando ao altar, ajoelha-se em frente a ele e reza por alguns instantes. Depois faz com os cerimoniários uma profunda inclinação, e dirige-se à sua cadeira.

Terminado o canto, o Santo Padre e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o Santo Padre, voltado para o povo, diz:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

O povo responde:

Amém.

2. Em seguida, o Santo Padre, abrindo os braços, saúda o povo:

A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.

O povo responde:

E com o teu espírito.

3. Todos se sentam. Um dos novos cardeais, em nome de todos, dirige ao Santo Padre um discurso de homenagem e agradecimento. Terminado o discurso, o cardeal saúda o Santo Padre.

4. Depois, o Santo Padre diz:

Oremos.

E todos oram com o Santo Padre, por algum tempo, em silêncio.

Então o Santo Padre, de braços abertos, reza a oração;

Senhor Deus, Pai da Glória, fonte de todo bem, tu que, com abundância de dons, não cessas de enriquecer tua Igreja espalhada pelo mundo, e todavia, com mais benevolência, olha a sede do Beato Apóstolo Pedro, que instituíste acima de todas, com a tua providência, concede a mim, teu servo, realizar convenientemente o mandato confiado, na certeza de que darás à Igreja tudo aquilo que prometeste e à qual tens conduzido. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

ao terminar, o povo aclama:

Amém.

EVANGELHO
(Mc 10,32-45)

5. Iniciado um interlúdio, todos permanecem de pé, exceto o Santo Padre. Enquanto isso, o diácono pede a bênção ao Santo Padre, em voz baixa:

Dá-me a tua bênção.

O Santo Padre diz em voz baixa:

O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho  e do Espírito Santo.

O diácono faz o sinal da cruz e responde:

Amém.

6. O diácono dirige-se ao ambão, e diz:

O Senhor esteja convosco.

O povo responde:

E com teu espírito.

O diácono diz:

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.

O povo responde:

Glória a vós, Senhor.

Então o diácono proclama o Evangelho.

Naquele tempo, ³²os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo. Jesus chamou de novo os doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: ³³“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. ³⁴Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”. ³⁵Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. ³⁶Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” ³⁷Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda quando estiveres na tua glória!” 3³⁸Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” ³⁹Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. ⁴⁰Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. ⁴¹Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. ⁴²Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. ⁴³Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; ⁴⁴e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. ⁴⁵Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

7. Terminado o Evangelho, o diácono aclama:

Palavra da Salvação.

O povo responde:

Glória a vós, Senhor.

HOMILIA

8. Em seguida, o Santo Padre faz uma breve homilia.

CRIAÇÃO CARDINALÍCIA

9. Após a homilia, o Santo Padre dá início ao rito de Criação Cardinalícia.

Irmãos caríssimos,

Nos dispomos a cumprir um ato gratificante e solene de nosso sacro ministério. Ele refere-se antes de tudo à Igreja de Roma, mas interessa também a toda comunidade eclesial: chamaremos a fazer parte do Colégio dos Cardeais alguns irmãos nossos, para que sendo unidos à Sé de Pedro com mais estreito vínculo, se tornem membros do Clero de Roma e cooperem mais intensamente com nosso serviço apostólico.

Eles, investidos da sagrada púrpura, deverão ser intrépidas testemunhas de Cristo e de seu Evangelho na cidade de Roma e nas regiões mais longínquas.

Portanto, com a autoridade de Deus Onipotente, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, CRIAMOS e PROCLAMAMOS solenemente Cardeais da Santa Igreja Romana estes nossos irmãos:

Então enuncia todos e cada um dos novos cardeais, segundo a ordem.

Após ter o nome anunciado pelo Santo Padre, o novo cardeal se levanta.

 Zuriel ARIZMENDI: arcebispo metropolitano de León, na Nicarágua, e presidente do Pontifício Conselho para a Igreja Hispanohablante;

 Sérgio Gómez GARCIA: arcebispo metropolitano de Guadalajara, no México;

 Newton BRANDSMA: Núncio Apostólico no Brasil e prefeito do Dicastério para os Bispos;

e

 Daniel Bergoglio BEZERRA: bispo diocesano de Coxipó, no Brasil.

Conclui dizendo:

Em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.

PROFISSÃO DE FÉ E JURAMENTO DE FIDELIDADE

10. Em seguida, o Santo Padre se dirige aos novos cardeais, dizendo:

Irmãos caríssimos, professai agora diante do povo santo de Deus a vossa fé no Deus Uno e Trino, e a vossa fidelidade para com a santa Igreja católica e apostólica.

11. E os novos cardeais professam sua fé:

Credo in unum Deum, Patrem omnipoténtem, Factórem caeli et terrae, visibílium ómnium et invisibílium. Et in unum Dóminum, Iesum Christum, Fílium Dei Unigénitum, et ex Patre natum ante ómnia saecula. Deum de Deo, lumen de lúmine, Deum verum de Deo vero, génitum, non factum, consubstantiálem Patri. Per quem ómnia facta sunt. Qui propter nos hómines, et propter nostram salútem, descéndit de caelis:

se inclinam enquanto dizem:

et incarnátus est de Spíritu Sancto, ex María Vírgine, et homo factus est.

se erguem e prosseguem:

Crucifíxus étiam pro nobis sub Póntio Piláto; passus et sepúltus est. Et resurréxit tértia die, secúndum Scriptúras; Et ascéndit in caelum, sedet ad déxteram Patris. Et íterum ventúrus est cum glória, iudicáre vivos et mórtuos; cuius regni non erit finis. Et in Spíritum Sanctum, Dóminum et vivificántem, qui ex Patre Filióque procédit; Qui cum Patre et Fílio simul adorátur et conglorificátur: Qui locútus est per prophétas. Et unam, sanctam, cathólicam et apostólicam Ecclésiam. Confíteor unum baptísma in remissiónem peccatorum. Et expecto resurrectionem mortuorum; Et vitam ventúri saeculi. Amen.

12. Em seguida, juram fidelidade e obediência ao Santo Padre e aos seus sucessores, dizendo individualmente:

Eu, N., Cardeal da Santa Igreja Romana N.

E prosseguem:

prometo e juro, permanecer de agora para sempre, enquanto viver, fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho, permanente obediente à santa Igreja Católica Apostólica Romana e ao Beato Apóstolo Pedro na pessoa do Sumo Pontífice Paulo, e de seus sucessores canonicamente eleitos; manter sempre, com palavras e obras, a comunhão com a Igreja Católica, não revelando a ninguém o que me for confiado, cuja divulgação possa causar dano ou desonra à santa Igreja; desenvolver com agilidade e fidelidade as tarefas às quais for chamado em meu serviço à Igreja, segundo as normas do Direito. Por isso, que me ajude o Deus Onipotente.

IMPOSIÇÃO DAS INSÍGNIAS CARDINALÍCIAS

13. Acabada a profissão, o Santo Padre reza de uma só vez:

Para o louvor de Deus Onipotente e decoro da Sé Apostólica, recebes o barrete vermelho, sinal da dignidade do Cardinalato, significando que deveis estar prontos a comprometer-se com força, até a efusão do sangue, pelo desenvolvimento da fé cristã, pela paz e tranquilidade do povo de Deus e pela liberdade e difusão da Santa Igreja Romana.

14. Os novos cardeais, segundo a ordem, se aproximam do Santo Padre e se ajoelham diante dele. Em seguida, o Santo Padre lhes impõe o barrete cardinalício.

15. O Santo Padre coloca o anel no dedo do novo cardeal, dizendo:

Recebe o anel das mãos de Pedro e sabei que com o amor do Príncipe dos Apóstolos se reforça o teu amor para com a Igreja.

16. O Santo Padre confia ao novo cardeal uma igreja de Roma, que será sinal de sua participação e solicitude pastoral:

Para a honra de Deus Onipotente e dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo te entregamos a diaconia [...]. Em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.

I. de São Jorge em Velabro;
II. dos Santíssimos Nomes de Jesus e Maria na Via Lata;
III. de São Sebastião no Palatino;
IV. de São Filipe Néri em Eurosia.

17. O Santo Padre entrega a bula de criação cardinalícia e dá o abraço da paz ao novo cardeal, dizendo:

A paz do Senhor esteja sempre contigo.

O novo cardeal responde:

Amém.

18. E repete-se os números 1516 e 17 com cada cardeal.

19. Depois que todos receberem as insígnias cardinalícia, saúdam todos os demais cardeais presentes, enquanto canta-se a antífona Ide por todo o mundo (Euntes in mundum).

20. Em seguida, retornam para os seus lugares.

ORAÇÃO DOMINICAL

21. Santo Padre diz, de mãos unidas:

Rezemos, irmãos caríssimos, para que a bondade de Deus todo-poderoso multiplique a sua graça nestes seus servos, cantando:

O Santo Padre abre os braços e prossegue com o povo:

Pater noster, qui es in caelis: sanctificétur nomen tuum; advéniat regnum tuum; fiat volúntas tua, sicut in caelo et in terra. Panem nostrum quotidiánum da nobis hódie, et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris; et ne nos inducas in tentatiónem; sed libera nos a malo.

22. O Santo Padre, de braços abertos, reza a oração:

Deus, cujo caminho universal é sempre a misericórdia e a verdade, sustentai os dons da vossa obra, e o que não é possível à fragilidade humana, conciliai, misericordioso, com a vossa graça, para que estes vossos servos, edificando constantemente a vossa Igreja, brilhem fecundos na integridade da fé e iluminados na pureza da mente. Por Cristo, nosso Senhor.

O povo responde:

Amém.

RITOS FINAIS

23. O Santo Padre, estendendo as mãos, diz:

O Senhor esteja convosco.

Todos respondem:

E com teu espírito.

O Santo Padre diz:

Bendito seja o nome do Senhor.

Todos respondem:

Agora e para sempre.

O Santo Padre:

Nossa proteção está no nome do Senhor.

Todos:

Que fez o céu e a terra.

Então o Santo Padre abençoa o povo:

Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai  e Filho  e Espírito  Santo.

Todos:

Amém.

24. Depois, o Santo Padre se volta para a imagem da Virgem Maria, enquanto canta-se a antífona mariana Santa Mãe do Redentor (Alma Redemptoris Mater Regina Cælorum).

25. Conforme a ordem estabelecida, concluído o rito, todos os Cardeais aproximam-se do Santo Padre para lhe renovar a saudação de fraterna comunhão, em sinal de unidade e de comunhão eclesial.

Por fim, como no início, todos se retiram.