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SÍNODO PARA A COMUNHÃO DOS POVOS: P/ QUE TODOS SEJAM UM!

Semanário Litúrgico-Catequético | XXVI Domingo do Tempo Comum, Ano C

 

SEMANÁRIO LITÚRGICO-CATEQUÉTICO
XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

DIA DA BÍBLIA

"A Esperança não decepciona" (Rm 5, 5)

28.09.2025

RITOS INICIAIS

CANTO DE ENTRADA
(Tu és, Senhor, a Verdade)

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

ABRE, SENHOR, NOSSOS LÁBIOS
PRA QUE NOSSA BOCA TE CANTE,
ETERNAMENTE OS TEUS LOUVORES
EM TONS E ACORDES VIBRANTES.

TU ÉS, SENHOR, O CAMINHO
QUE OS NOSSOS PASSOS CONDUZ.
QUEREMOS QUE A TUA PALAVRA
NAS TREVAS PRA NÓS SEJA LUZ.

TU ÉS, SENHOR, A VERDADE
EM QUEM PROFESSAMOS A CRENÇA.
QUEREMOS QUE A TUA PALAVRA
DO TEU GRANDE AMOR NOS CONVENÇA.

TU ÉS, SENHOR, PLENA VIDA,
A QUAL NÓS DEVEMOS VIVER.
QUEREMOS QUE A TUA PALAVRA
EM NÓS POSSA PERMANECER.

Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.

ANTÍFONA DE ENTRADA 

Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona:
Tudo quanto nos fizestes, Senhor, com verdadeira justiça o fizestes, porque pecamos contra vós e não obedecemos a vossos mandamentos; mas dai glória ao vosso nome e tratai-nos conforme a grandeza da vossa misericórdia. (Cf. Dn 3, 31. 29. 30. 43. 42), 

SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres.:  A vós, irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

O sacerdote, diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

ATO PENITENCIAL

Pres.: No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.

Após um momento de silêncio, o sacerdote diz:
Pres.: 
Tende compaixão de nós, Senhor.
O povo:
℟.: 
Porque somos pecadores.
O sacerdote:
Pres.: 
Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
O povo:
℟.: 
E dai-nos a vossa salvação.

Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: 
Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
℟.: Amém.
 
Seguem-se as invocações Senhor, tende piedade de nós (Kýrie eléison), caso já não tenham ocorrido no ato penitencial:
Pres.: Senhor, tende piedade de nós. 
℟.: Senhor, tende piedade de nós. 
Pres.: Cristo, tende piedade de nós. 
℟.: Cristo, tende piedade de nós.
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
℟.: Senhor, tende piedade de nós.

HINO DO GLÓRIA
(Glória - Léo Mantovani)

Canta-se ou recita-se em seguida o hino:

GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, NAS ALTURAS
E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS! (BIS)

SENHOR DEUS REI DOS CÉUS,
DEUS PAI TODO PODEROSO
NÓS VOS LOUVAMOS, VOS BENDIZEMOS,
NÓS VOS ADORAMOS,
NÓS VOS GLORIFICAMOS, NÓS VOS DAMOS GRAÇAS,
POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.
POR VOSSA IMENSA GLÓRIA!

SENHOR JESUS CRISTO,
FILHO UNIGÊNITO.
SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS,
FILHO DE DEUS PAI
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI,
TENDE PIEDADE DE NÓS

SÓ VÓS SOIS O SANTO,
SÓ VÓS O SENHOR,
SÓ VÓS O ALTÍSSIMO JESUS CRISTO
COM O ESPÍRITO SANTO NA GLÓRIA DE DEUS PAI.

AMÉM, AMÉM, AMÉM!
AMÉM, AMÉM!


ORAÇÃO COLETA

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio. Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta:
Ó Deus, que mostrais vosso poder sobretudo no perdão e na misericórdia, derramai em nós a vossa graça, para que, correndo ao encontro das vossas promessas, mereçamos participar dos bens celestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
(Am 6, 1a. 4-7)

Leitor: Leitura da Profecia de Amós
Assim diz o Senhor todo-poderoso: Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; os que cantam ao som das harpas, ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; os que bebem vinho em taças, e se perfumam com os mais finos unguentos e não se preocupam com a ruína de José. Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL
(Sl 145(146))

— BENDIZE, MINHA ALMA, E LOUVA AO SENHOR! ℟.

— O SENHOR É FIEL PARA SEMPRE, FAZ JUSTIÇA AOS QUE SÃO OPRIMIDOS; ELE DÁ ALIMENTO AOS FAMINTOS, É O SENHOR QUEM LIBERTA OS CATIVOS. ℟.

— O SENHOR ABRE OS OLHOS AOS CEGOS O SENHOR FAZ ERGUER-SE O CAÍDO; O SENHOR AMA AQUELE QUE É JUSTO É O SENHOR QUEM PROTEGE O ESTRANGEIRO. ℟.

— ELE AMPARA A VIÚVA E O ÓRFÃO MAS CONFUNDE OS CAMINHOS DOS MAUS. O SENHOR REINARÁ PARA SEMPRE! Ó SIÃO, O TEU DEUS REINARÁ PARA SEMPRE E POR TODOS OS SÉCULOS! ℟.

SEGUNDA LEITURA
(1Tm 6, 11-16)

Leitor: Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo
Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas. Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo. Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.


ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
(Aleluia!)

ALELUIA, ALELUIA,
ALELUIA, ALELUIA!

JESUS CRISTO, SENDO RICO, SE FEZ POBRE, POR AMOR;
PARA QUE SUA POBREZA NOS, ASSIM, ENRIQUECESSE.

ALELUIA, ALELUIA,
ALELUIA, ALELUIA!

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
℣.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
℣.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio.

EVANGELHO
(Lc 16, 19-31)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.
O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:
℣.Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
℣.
Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: “Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.
℣.Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio a oração.

HOMILIA

Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

PROFISSÃO DE FÉ
(Símbolo dos Apóstolos)

Pres.: Professemos a nossa fé.
℟.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, Às palavras seguintes até da Virgem Maria, todos se inclinam. que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

Pres.: Irmãs e irmãos caríssimos: Invoquemos o Senhor Jesus Cristo, que ama todos os homens e a todos chama à felicidade eterna, dizendo (ou: cantando), confiantes:
℟.: Jesus Cristo, ouvi-nos.

1. Pelo nosso Bispo N., dado por Deus à sua Igreja, pelos presbíteros ao serviço do Evangelho e pelos diáconos, servidores da caridade, oremos.

2. Pelos homens com responsabilidades mundiais, pelos que tomam a defesa dos mais pobres e pelos profetas que Deus nos envia, oremos.

3. Pelos que são humilhados como Lázaro, pelos que são atormentados como o rico e pelos que seguem a Cristo, luz do mundo, oremos.

4. Pelos emigrantes em busca de trabalho, por todos os excluídos deste mundo e por aqueles que foram vítimas de acidentes, oremos.

5. Pelos professores e alunos de todas as escolas, pelos que vão entrar no último ano de estudos e pelos que já terminaram, mas não trabalham, oremos.

6. Por nós próprios que escutámos Jesus Cristo, pelos que guardam no coração a sua mensagem e por aqueles que depressa a vão esquecer, oremos. 

Pres.: Senhor Jesus Cristo, que não cessais de nos interpelar pela Palavra, abri os ouvidos do nosso coração
à voz daqueles que nos chamam a servi-los nas suas necessidades e problemas. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. 
℟.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS
(Vamos preparar a Ceia)

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

NOSSO DEUS FEZ UM MUNDO TÃO PERFEITO
COLOCOU EM NOSSO PEITO A SEMENTE DO AMOR
E, POR ISSO AQUI SOMOS SEUS CONVIVAS
E FORMAMOS HÓSTIAS VIVAS, NESTA CASA DO SENHOR.

VAMOS PREPARAR A CEIA, VAMOS REPARTIR O PÃO
QUERO VER A MESA CHEIA DOS SINAIS DA SALVAÇÃO
VAMOS PREPARAR A CEIA, VAMOS REPARTIR O VINHO
QUERO VER A CASA CHEIA DE TERNURA E DE CARINHO.

NOSSO DEUS FEZ DE NÓS UMA FAMÍLIA
NUMA IGREJA QUE PARTILHA E SE OFERTA EM OBLAÇÃO
PARA QUE OFERTEMOS PÃO E VINHO
QUE DÃO FORÇA NO CAMINHO E NOS LEVAM A DOAÇÃO.

NOSSO DEUS SABE OUVIR NOSSO CLAMOR
E COM TODO SOFREDOR, FAZ A NOVA ALIANÇA
TAMBÉM NÓS, O QUE TEMOS PARTILHAMOS
O QUE SOMOS OFERTAMOS, PRA GERAR MAIS ESPERANÇA.

NOSSO DEUS CHAMA TODA A HUMANIDADE
A VIVER EM LIBERDADE, A OFERTA E A PAIXÃO
TUDO É D'ELE E NÓS SOMOS SEU REBANHO
NELE POMOS NOSSOS SONHOS: TODA A VIDA E VOCAÇÃO.

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração. Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração: depois, coloca o cálice sobre o corporal.

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio.

E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio a oração.

CONVITE À ORAÇÃO

Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que, trazendo ao altar as alegrias e fadigas de cada dia, nos disponhamos a oferecer um sacrifício aceito por Deus Pai todo-poderoso.
℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas;
Pres.: Concedei-nos, Deus de misericórdia, que vos agrade esta nossa oblação e que ela nos abra a fonte de toda bênção. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

PREFÁCIO DOS DOMINGOS DO TEMPO COMUM VII
A salvação pela obediência de Cristo

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
℟.: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℟.: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, reza ou canta o Prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Pois, em vossa misericórdia, amastes tanto o mundo que nos enviastes vosso próprio Filho como Redentor. Quisestes que ele fosse em tudo igual a nós, menos no pecado, para amardes em nós o que vos comprazia em vosso Filho. Por sua obediência, ele restaurou os dons que, phor nossa desobediência, pecando, tínhamos perdido. Por isso, também nós vos louvamos, Senhor, com todos os Anjos e Santos, e, exultantes, cantamos (dizemos) a uma só voz:

SANTO
(Santo - Pe. Sílvio Milanez)

SANTO, SANTO, SANTO
SENHOR DEUS DO UNIVERSO.
O CÉU E A TERRA PROCLAMAM,
PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA.

HOSANA, HOSANA, HOSANA
HOSANA NAS ALTURAS.

BENDITO AQUELE QUE VEM
EM NOME DO SENHOR.

HOSANA, HOSANA, HOSANA
HOSANA NAS ALTURAS.

Ou, para a recitação:
℟.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, ó Pai, vós sois Santo, fonte de toda santidade.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Santificai, pois,estes dons, derramando sobre eles o vosso Espírito, 
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
a fim de que se tornem para nós o Corpo e + o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.
A assembleia aclama:
℟.: Enviai o vosso Espírito Santo!

O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, 
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.

Então prossegue:
Do mesmo modo, no fim da ceia, 
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos e, dando graças novamente, o entregou a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

Em seguida, diz:
Pres.: Mistério da fé para a salvação do mundo!
A assembleia aclama:
℟.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando, pois, o memorial da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o Pão da vida e o Cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.
A assembleia aclama:
℟.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

Pres.: Suplicantes, vos pedimos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.
A assembleia aclama:
℟.: O Espírito nos una num só corpo!

1C: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro; e aqui convocada no dia em que Cristo venceu a morte e nos fez participantes de sua vida imortal; que ela cresça na caridade, em comunhão com o Papa Bento, com o nosso Bispo N.*, os bispos do mundo inteiro, os presbíteros, os diáconos e todos os ministros do vosso povo.
(*) Aqui pode-se fazer menção dos Bispos Coadjutores ou Auxiliares, conforme vem indicado na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 149.
A assembleia aclama:
℟.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

2C: Lembrai-vos também, na vossa misericórdia, dos (outros) nossos irmãos e irmãs que adormeceram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida; acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.
A assembleia aclama:
℟.: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!

3C: Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os Apóstolos, (São N.: Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos que neste mundo viveram na vossa amizade, a fim de vos louvarmos e glorificarmos
une as mãos
por Jesus Cristo, vosso Filho.

Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama:
℟.: Amém.
ORAÇÃO DO SENHOR

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos. 
℟.: 
Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: 
A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

SAUDAÇÃO DA PAZ

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Como filhos e filhas do Deus da paz, saudai-vos com um gesto de comunhão fraterna.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e a outros ministros.
 
FRAÇÃO DO PÃO
(Cordeiro - Ir. Miria T. Kolling)

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio.

Enquanto isso, canta-se:
CORDEIRO DE DEUS
QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
Ó TENDE, PIEDADE,
PIEDADE DE NÓS!

CORDEIRO DE DEUS
QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
Ó TENDE, PIEDADE,
PIEDADE DE NÓS!

CORDEIRO DE DEUS
QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
Ó DAI-NOS A PAZ,
SENHOR, A VOSSA PAZ!


Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio.
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO
(Eis que sou o Pão)

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio; e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.
E comunga.

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

TODO AQUELE QUE COMER DO MEU CORPO QUE É DOADO,
TODO AQUELE QUE BEBER DO MEU SANGUE DERRAMADO.
E CRÊ NAS MINHAS PALAVRAS QUE SÃO PLENAS DE VIDA,
NUNCA MAIS SENTIRÁ FOME E NEM SEDE EM SUA LIDA.

EIS QUE SOU O PÃO DA VIDA
EIS QUE SOU O PÃO DO CÉU;
FAÇO-ME VOSSA COM COMIDA,
EU SOU MAIS QUE LEITE E MEL.

O MEU CORPO E MEU SANGUE SÃO SUBLIMES ALIMENTOS,
DO FRACO INDIGENTE É VIGOR, DO FAMINTO É O SUSTENTO.
DO AFLITO É CONSOLO, DO ENFERMO É A UNÇÃO,
DO PEQUENO E EXCLUÍDO, ROCHA VIVA E PROTEÇÃO.

EIS QUE SOU O PÃO DA VIDA
EIS QUE SOU O PÃO DO CÉU;
FAÇO-ME VOSSA COM COMIDA,
EU SOU MAIS QUE LEITE E MEL.

EU SOU O CAMINHO, A VIDA, ÁGUA VIVA E A VERDADE,
SOU A PAZ E A LUZ DO MUNDO, SOU A PRÓPRIA LIBERDADE
SOU A PALAVRA DO PAI QUE ENTRE VÓS HABITOU,
PARA QUE VÓS HABITEIS NA TRINDADE ONDE ESTOU.

EIS QUE SOU O PÃO DA VIDA
EIS QUE SOU O PÃO DO CÉU;
FAÇO-ME VOSSA COM COMIDA,
EU SOU MAIS QUE LEITE E MEL.

EU SOU A PALAVRA VIVA QUE SAI DA BOCA DE DEUS,
SOU A LÂMPADA PARA GUIAR VOSSOS PASSOS, IRMÃOS MEUS.
SOU O RIO, EU SOU A PONTE, SOU A BRISA QUE AFAGA,
SOU A ÁGUA, SOU A FONTE, FOGO QUE NÃO SE APAGA.

EIS QUE SOU O PÃO DA VIDA
EIS QUE SOU O PÃO DO CÉU;
FAÇO-ME VOSSA COM COMIDA,
EU SOU MAIS QUE LEITE E MEL.

ANTÍFONA DE COMUNHÃO

Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis:
℣.: Lembrai-vos, Senhor, da vossa palavra a vosso servo, pela qual me destes esperança; ela me consolou em minha aflição. (Cf. Sl 118, 49-50)

℣.: Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a vida por nós. Portanto, também nós devemos dar a vida pelos irmãos. (1Jo 3, 16)

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Pres.: 
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: 
Oremos.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração:
Fazei, Senhor, que este sacramento celeste renove inteiramente a nossa vida, para que, anunciando a morte de Cristo, possamos participar de sua herança gloriosa. Ele, que vive e reina pelos séculos dos séculos.
℟.: Amém.

RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL

Se for necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

Pres.: Senhor, os fiéis que têm seus corações ancorados em vós imploram o vosso auxílio, sem o qual nada podem, a fim de que, na força da vossa misericórdia, realizem o que é justo, aprendam o que é reto e alcancem a plenitude da vossa bondade. Por Cristo, nosso Senhor. 
℟.: Amém.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça para sempre.O povo responde:
℟.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
℣.: Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe.
℟.: Graças a Deus!


Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.

CANTO FINAL
(Toda Bíblia é Comunicação)

TODA BÍBLIA É COMUNICAÇÃO
DE UM DEUS AMOR, DE UM DEUS IRMÃO
É FELIZ QUEM CRÊ NA REVELAÇÃO
QUEM TEM DEUS NO CORAÇÃO

JESUS CRISTO É A PALAVRA
PURA IMAGEM DE DEUS PAI
ELE É VIDA E VERDADE,
A SUPREMA CARIDADE

TODA BÍBLIA É COMUNICAÇÃO
DE UM DEUS AMOR, DE UM DEUS IRMÃO
É FELIZ QUEM CRÊ NA REVELAÇÃO
QUEM TEM DEUS NO CORAÇÃO

OS PROFETAS SEMPRE MOSTRAM
A VONTADE DO SENHOR
PRECISAMOS SER PROFETAS
PARA O MUNDO SER MELHOR

TODA BÍBLIA É COMUNICAÇÃO
DE UM DEUS AMOR, DE UM DEUS IRMÃO
É FELIZ QUEM CRÊ NA REVELAÇÃO
QUEM TEM DEUS NO CORAÇÃO

VINDE A NÓS, Ó SANTO ESPÍRITO
VINDE NOS ILUMINAR
A PALAVRA QUE NOS SALVA
NÓS QUEREMOS CONSERVAR

TODA BÍBLIA É COMUNICAÇÃO
DE UM DEUS AMOR, DE UM DEUS IRMÃO
É FELIZ QUEM CRÊ NA REVELAÇÃO
QUEM TEM DEUS NO CORAÇÃO

MEDITANDO A PALAVRA DE DEUS

A ESCRAVIDÃO DA RIQUEZA QUE IMPEDE O AMOR DE DOAR-SE

“Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado…” (1Tm 6,12)

A liturgia deste domingo tendo como centro mais uma parábola catequética nos convida novamente a uma reflexão sobre a nossa relação com os bens materiais. Somos exortados a enxergar os bens deste mundo como dons que Deus colocou nas nossas mãos, para que os administremos e partilhemos, com gratuidade, solidariedade e amor.

Na primeira leitura (Am 6,1a.4-7), continuamos acompanhando o abrupto, contundente e categórico clamor do profeta Amós, que emprestando sua voz ao coração de Deus, denuncia o luxo, a luxúria e a irresponsabilidade das classes dominantes (rei, ministros, sacerdotes e comerciantes). Em sua época, Israel vive novamente um falso tempo de prosperidade e paz. As autoridades se fartam de comida, roupas e perfume finos enquanto o povo padece sufocado pela injustiça social e a ameaça de invasão pagã. Contrariando a expectativa dada pela falsa prosperidade, o profeta anuncia que Deus não apoia esta realidade e não irá silenciar diante desta situação, pois um reino onde alguns privilegiados se empanturram enquanto outros morrem de fome não é sinal de presença divina, mas sim de egoísmo, corrupção e injustiça. E isto não tem nada a ver com o projeto que Deus traçou para a humanidade e para o mundo. A realidade denunciada pelo profeta revela uma semelhança preocupante e vergonhosa com a nossa sociedade atual. Vivemos ainda tempos dramáticos como resultado da devastação da pandemia e das crescentes guerras. E enquanto milhões de pessoas frequentam filas em busca de restos de comida e ossos, pretensos influenciadores digitais, empresários, ministros religiosos e políticos acumulam fortunas e expões vidas desnecessariamente luxuosas e opulentas.

A segunda leitura (1Tm 6,11-16) apresenta a conclusão da carta do Apóstolo Paulo ao seu estimado amigo, Timóteo, a quem Paulo considerado como filho na fé. Se na primeira leitura o profeta Amós denunciou os erros de uma vida longe de Deus, aqui São Paulo oferece conselhos de como um verdadeiro homem de Deus deve viver. O cristão deve fugir da perversidade que mata e esmaga o ser humano. Deve viver a justiça, a piedade, a paciência, a fé, o amor, a firmeza e a mansidão (1Tm 6,11). Para o Apóstolo, “guardar o mandato íntegro e sem mancha até a gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo” (1Tm 6,14) significa imitar a vida de Jesus, e de modo semelhante a Ele doar-se inteiramente pelo próximo, não vivendo para si mesmo, mas partilhando tudo que possui para que todos possam ser ricos da Graça de Deus em Cristo Jesus.

O Evangelho (Lc 16,19-31) apresenta-nos a parábola do rico e do pobre Lázaro, que respectivamente parecem reproduzir a denúncia do profeta Amós – ricos fartos e pobres famintos – na primeira leitura. Igualmente ao profeta Amós, a catequese de Jesus rema contra a corrente do senso comum que normalmente acredita que riqueza é sinal de benção divina. Para o evangelista Lucas, a riqueza é sempre sinal de pecado, uma vez que transparece uma apropriação, em benefício próprio e egoísta, dos dons que Deus reservou e ofertou para todos.

Em discurso que recorda muito o Salmo 1, Jesus apresenta na parábola a vida de dois homens: um rico vive rodeado de luxos e festas, enquanto um necessitado chamado o Lázaro, vive na miséria e encontra-se doente. Não são dados mais detalhes sobre a vida de ambos. Não se sabe se Lázaro era um homem virtuoso e piedoso. Não diz se ele fora trabalhador ou um preguiçoso e por isto estaria sozinho e doente. Apenas o seu nome nos oferece uma pista para seu destino e sua esperança: Lázaro significa “Deus ajuda”. Quanto ao rico, também pouco se sabe sobre suas atitudes. Não se menciona se era bom ou mau cotidianamente. Se costuma ir ao templo rezar ou se era um explorador dos mais pobres. Apenas uma única atitude: uma completa indiferença ante o sofrimento e a fome de Lázaro. Porque então os dois são levados a caminhos tão diferentes e extremos na vida eterna?

O rico tornou-se a personificação do uso inadequado da riqueza. O seu luxo o levava a pensar em satisfazer unicamente suas próprias necessidades. E isto ocupou tamanho espaço em seu coração que o cegou a ponto de não enxergar alguém faminto e doente todos os dias na porta de sua casa. Ele é a pessoa cujo poder financeiro leva todos ao redor a se preocupar e servir. Ao passo que Lázaro é menosprezado, ignorado e esquecido por todos, menos por Deus.  O fato de Jesus nomear Lázaro, mas não o rico também é simbólico: revela que quando o dinheiro passa a dominar nosso coração e se apodera de nossa vida, pode fazer com que esqueçamos quem somos. Alguém sem nome não possui identidade.

Com a passagem da vida terrena para a vida eterna, a distância que era apenas temporária e remediável se torna permanente. Já não há mais possibilidades de mudança nos destinos. O abismo entre a riqueza e pobreza que era reparável pela caridade e solidariedade na vida terrena, agora na vida eterna se revela intransponível devido a separação entre a misericórdia e a ganância e o egocentrismo. No final cada um permaneceu com o que escolheu como apoio para a própria vida: os bens materiais passageiros, no caso do rico, que o levaram a perder tudo. A confiança e esperança em Deus, no caso de Lázaro, as quais permanecem para sempre.

Na segunda parte da parábola quando o rico intercede pelos irmãos que ainda estão na vida terrena, Jesus oferece mais um valioso ensinamento para os fariseus que eram especialistas em decorar a Lei, mas não em vivê-la. O rico sabia da importância da Palavra de Deus, mas escolheu não escutar seus apelos e não se deixar transformar por ela. Ao mencionar a ressurreição, Jesus ensina que nem mesmo os mais miraculosos sinais são capazes de transformar um coração que não acolheu a Palavra de Deus.

Quantas lições a Palavra de Deus tem para oferecer para nossa sociedade atual vive em constante ato de afastamento de Deus e autodivinização! A riqueza financeira cada vez mais centralizada nas mãos de poucos não é vista como algo que deve servir a todos, mas como expressão de status e domínio. A riqueza cultural que ao invés de ser usada para ensinar e servir, torna-se um meio para demonstrar superioridade e subjugamento. E a riqueza afetiva que ao invés de produzir comunhão e fraternidade é transmigrada para possessividade e dominação alienantes.

Em resumo. O evangelho nos convida a mais uma decisão vital enquanto continuamos acompanhando Jesus na subida a Jerusalém. Escolheremos imitar a vida do rico indiferente e egocêntrico denunciado na parábola e no clamor do profeta Amós?! Ou buscaremos viver a vida de fé e de esperança do pobre Lázaro cujas virtudes são também apresentadas através dos conselhos do Apóstolo Paulo para Timóteo?

Peçamos ao Deus que venha em nosso auxílio como sua Palavra e nos faça colocar em prática os valores do Reino nos tornando mais atentos aos irmãos necessitados. E assim a caridade nos torne livres para partilhar com eles aquilo que nos foi confiado pelo Senhor na esperança de multiplicarmos estes dons enquanto caminhamos, já aqui na vida terrena, para a vida eterna.