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Decreto de Exoneração

IOANNES, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
 
Aos veneráveis irmãos que lerem essas nossas letras, saúde e paz vos sejam concedidas.

Minha missão como Pastor e guia da Igreja Universal é manter organizado o Colégio Apostólico que a mim fora confiado, tirando do meio deles aqueles aos quais não apresentam de tal maneira um trabalho satisfatório e assim esperado por esta Sé Apostólica. Após uma minuciosa análise e ouvindo o julgamento da Congregação para os Bispos, vi por bem retirar um de nossos irmãos do Sacro Colégio Episcopal, pois infelizmente, o mesmo perdeu a essência própria do ministério, como também a noção básica do comportamento e das atitudes que devem iluminar a vida e  missão  de ser um pastor e exemplo de vida. 

Caríssimo filho, quando fostes ordenado, prometestes receber o Evangelho e anunciar a palavra de Deus com toda a constância desejo e obediência. E, com filial certeza prometeu como bom pastor procurar as ovelhas errantes e conduzi-las ao rebanho do Senhor, principalmente pelo exemplo de vida que leva em meio a comunidade. (cf. Rito de Ordenação Episcopal).  É indispensável dizer que desde o inicio de teu ministério te exortamos tal como o Apostolo diz: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus operários, guardai-vos dos falsos circuncidados.  (Fl. 3, 2-3) (...) “e assim vos rogo eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis como convém à vocação, com que haveis sido chamados, com toda humildade, e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros em caridade. ” (Ef. 4, 1-2).  Certos de que tua vida, seria regrada no exemplo que te demos e na conduta que de ensinamos.  Enquanto ministro de Deus e lider de comunidades, o Senhor nos delegara um preceito: “para que vades e deis fruto, e que o vosso fruto permaneça, para que tudo quanto vós pedirdes a meu Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. ” (Jo. 15, 16). Deste modo, a permanência dos frutos é sinal concreto de que há união com a videira verdadeira (Jo. 15, 4-5), assim como exemplo da união com seu corpo temporal que é a Igreja: santa, uma, católica e apostólica. Todo aquele que não ajunta, dispersa (Cf. Mt. 12, 30) e, como palha, será reunido e extirpado (Cf. Mt. 3, 12). 

É nesse sentido que estas letras se encaminham, à descrição, à admoestação e à proclamação para o bem da Igreja, e para que todos os ministros e lideranças de nossa Igreja, tomem conhecimento, que a  “obediência não é uma virtude que se ganha do nada, pelo contrário, ela é adquirida na vivência diária, no esforço e na oração em busca por humildade. ” (Bento VI, Obedientia et Pax, 18). Assim, se confirma a necessidade de estrita e solene experiência de submissão que diz São Pio X:  “que a reverência e a obediência sejam perenes e sinceras em vós, prometidas com rito solene àqueles a quem o Espírito Divino constituiu governantes da Igreja; e, acima de tudo, que a homenagem com toda a justiça devida a esta Sé Apostólica a ela junte cada dia mais de perto as vossas mentes e os vossos corações. ” (São Pio X, Haerent Animo, 31). É por amor que a Igreja segue em sua caminhada, em amor à missão, às ovelhas e à justiça temporal e divina que não cessamos de proclamar acerca da necessidade de assemelhar-se ao Cristo, manso e obediente.

O Senhor prometera pastores segundo o seu coração, que governariam com ciência e com doutrina (Cf. Is. 3, 14-16). Tendo enviado o Bom Pastor, o Senhor cumprira a sua promessa – enviou o seu filho ao serviço (Cf. Mt. 20, 28), e ele se imolou por nós. Hoje, o Bom Pastor nos guia, e nós, pastores temporais e noiva do Senhor, devemos imitá-lo. São Clemente de Alexandria recorda que “a bondade que Ele tem por aqueles que receberam a fé é constante e inalterável. As reprimendas que Ele dirige aos pecadores lhes são muito úteis: <<Porque eu vos chamei, e nós não quisestes ouvir-me, estendi a minha mão, e não houve quem olhasse para mim>>. ” (Clemente de Alexandria, O Pedagogo, IX, p. 97). Assim também nós seguimos o caminho da paz, amor e justiça.


Nesta qualidade, entendemos que o referido irmão atentaram em desobediência contra a Igreja e falharam em sua missão, tornando-se filhos teimosos, nas palavras do profeta (Cf. Is. 3, 14). Por isso os repreendemos, suscitando os dizeres do Apóstolo, que diz, “caminhemos como de dia, honestamente: não em glutonarias e borracheiras, não em desonestidades e dissoluções, não em contendas e emulações, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo...” (Cf. Rm. 13, 13-14). Fazemos isto para que saibam da real missão da Igreja, que não é um escuso e tolo projeto de poder, nem confluência à interesses de particulares em meio a uma comunidade virtual. A Igreja serve, milita e triunfa e tem a especial missão do anúncio evangélico do Senhor.


Por conseguinte, com o coração triste, DECRETO a EXONERAÇÃO ao Colégio Presbiteral do então bispo Dom Luan Oliver. Desta forma, desvinculado do Sacro Colégio Episcopal, o Padre está à inteira disposição da Congregação para o clero e desde já peço que entre em contato com este para que seja incluído nas nomeações presbiterais. Sem mais, rogamos a Jesus Cristo, filho do Deus vivo, que mande sobre nós a luz do Espírito Santo, e que junto da Santíssima Virgem Maria, nossa mãe a quem veneramos, nos traga a sabedoria, a paz e a união!

Dado e passado em Roma, junto a São Pedro, no primeiro dia do mês de outubro do ano jubilar de dois mil e vinte e dois, primeiro de Nosso pontificado.

Ioannes, Pp. 
Pontifex Maximus