VIGÍLIA ECUMÊNICA PELA
COMUNHÃO DOS POVOS
PRESIDIDA PELO SANTO PADRE
BENTO VIII
BASÍLICA DE SÃO PAULO EXTRAMUROS
XXVIII.I.MMXXVI
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RITOS INICIAIS
SAUDAÇÃO
1. Reunido o povo, o Sumo Pontífice dirige-se à Tumba de São Paulo com os ministros e os representantes das Igrejas cristãs convidadas, durante o canto de entrada.
2. Os representantes das Igrejas cristãs, ao chegarem ao átrio, fazem uma profunda inclinação e se dirigem para a Tumba de São Paulo.
3. O Sumo Pontífice, chegando ao átrio, depõe a férula e a mitra e faz com os ministros uma profunda inclinação, em sinal de veneração. Em seguida, desce à Tumba de São Paulo.
4. Chegando lá, reza com todos por alguns instantes em silêncio. Depois se dirige com os ministros e os representantes das Igrejas cristãs às cadeiras.
5. Terminado o canto de entrada, o Santo Padre e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o Santo Padre, voltado para o povo, diz:
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
Amém.
6. Em seguida, o Santo Padre, abrindo os braços, saúda o povo:
A vós, irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
O povo responde:
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
7. O Santo Padre, de modo breve, introduz o sentido da celebração com estas palavras ou outras semelhantes:
Irmãos caríssimos, reunidos nesta Vigília Ecumênica pela comunhão dos povos, celebramos este momento de oração no caminho sinodal que a Igreja percorre em espírito de escuta, diálogo e fraternidade. À luz do tema da IV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos: “Sínodo para a comunhão dos povos, para que todos sejam um!”, e do lema: “Eles eram um só coração e uma só alma”, elevamos hoje a nossa súplica ao Senhor, para que, guiados pelo Espírito Santo, as Igrejas cristãs cresçam na unidade, no testemunho comum e no serviço à paz e à dignidade de todos.
Guarda-se um momento de silêncio.
ORAÇÃO COLETA
8. De mãos unidas, o Santo Padre diz:
Oremos.
E todos oram com o Santo Padre, por algum tempo, em silêncio.
Então o Santo Padre, de braços abertos, reza a oração coleta;
Deus de comunhão e de paz, que reunis os povos na unidade do teu amor, derrama sobre nós o teu Espírito, para que, superando divisões e conflitos, sejamos testemunhas da fraternidade e servidores da reconciliação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
ao terminar, o povo aclama:
Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
(At 2,42-47)
“Perseveravam na comunhão,
na fração do pão e nas orações.”
9. Um cardeal dirige-se ao ambão para proclamar a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
Leitura dos Atos dos Apóstolos. Os que se haviam convertido eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos frequentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.
Para indicar o fim da leitura, aclama:
Palavra do Senhor.
Todos respondem:
Graças a Deus.
MEDITAÇÃO
10. Em seguida, do seu próprio lugar, Sua Santidade Pio II, profere a reflexão:
A primeira comunidade cristã, descrita nos Atos dos Apóstolos, revela-nos que a comunhão nasce da escuta fiel da Palavra, da partilha sincera dos dons e da perseverança na oração. Não se trata de uma união superficial, mas de uma vida profundamente enraizada em Cristo.
Eles tinham um só coração e uma só alma porque haviam colocado Jesus no centro da sua existência. Da mesma forma, somos hoje chamados a renovar o nosso compromisso com uma fé vivida, partilhada e testemunhada.
Num mundo marcado por divisões e desconfianças, esta Palavra recorda-nos que a unidade é possível quando nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo. Que possamos aprender uns com os outros, mesmo em meios às nossas diferenças, a caminhar juntos e mostrar ao mundo que a comunhão é um dom que se constrói na fidelidade, na fraternidade e no amor.
SALMO RESPONSORIAL
(Sl 133(132))
“Como é bom e agradável
viverem unidos os irmãos!”
11. Em seguida, o salmo é cantado pelo coro de forma meditativa. Todos acompanham em silêncio.
SEGUNDA LEITURA
(Ef 4,1-6)
“Um só corpo e um só Espírito.”
12. Um bispo dirige-se ao ambão para proclamar a segunda leitura, que todos ouvem sentados.
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios. Irmãos, eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: Com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como também uma só é a esperança à qual fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos.
Para indicar o fim da leitura, aclama:
Palavra do Senhor.
Todos respondem:
Graças a Deus.
MEDITAÇÃO
13. Em seguida, do seu próprio lugar, Sua Excelência Luís Santos, profere a reflexão:
A Carta aos Efésios recorda-nos que existe um só corpo, um só Espírito, uma só fé e um só Senhor. Esta unidade fundamental precede todas as nossas diferenças e sustenta o nosso caminho comum.
Ser chamados à unidade não significa apagar as identidades, mas aprender a vivê-las como dom e riqueza. Na humildade, na paciência e na caridade, somos convidados a superar preconceitos, feridas do passado e desconfianças.
Neste caminho, o diálogo sincero, a escuta respeitosa e a oração partilhada tornam-se instrumentos de reconciliação. Que esta Palavra nos ajude a crescer na maturidade espiritual e no testemunho comum, para que o mundo reconheça, em nossa comunhão, a presença viva de Cristo.
EVANGELHO
(Jo 17,20-26)
14. Segue-se um canto de aclamação.
15. Enquanto isso, um sacerdote, que vai proclamar o Evangelho, dirige-se ao Santo Padre para pedir-lhe a bênção. Em seguida, segue para o ambão, e diz:
O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ele está no meio de nós.
O sacerdote:
✠ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
O povo responde:
Glória a vós, Senhor.
Então proclama o Evangelho.
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.
16. Terminado o Evangelho, aclama:
Palavra da Salvação.
O povo responde:
Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
17. Em seguida, do ambão, o Sumo Pontífice, Bento VIII, faz a homilia.
18. Acabada a meditação, o Santo Padre retorna à sede e senta-se. Após um breve momento de silêncio, o coro entoa o refrão meditativo Quero ouvir-te, Senhor.
R/. Quero ouvir-te, Senhoro que Tu tens a dizer?Pois meu único alentoé a Tua Palavra.
ORAÇÃO UNIVERSAL
ORAÇÃO DOS FIÉIS
19. Ao fim do refrão meditativo, o Santo Padre, sem mitra, introduz à oração.
Elevemos a Deus, Pai de misericórdia, as nossas preces, confiantes de que Ele escuta o clamor do seu povo. Supliquemos cheios de fé: Senhor, fazei-nos um.
— Pela Igreja de Cristo, presente nas diversas tradições cristãs, para que, guiada pelo Espírito Santo, cresça na unidade, na fidelidade ao Evangelho e no testemunho da caridade, rezemos.
— Pelos responsáveis das Igrejas cristãs, para que, no diálogo fraterno e na escuta recíproca, promovam caminhos de reconciliação, colaboração e paz, rezemos.
— Pelos povos marcados pela guerra, pela violência e pela injustiça, para que encontrem na fraternidade, no respeito e na solidariedade o caminho da verdadeira paz, rezemos.
— Pelos pobres, migrantes, refugiados e por todos os que sofrem exclusão, para que sejam acolhidos com dignidade e encontrem apoio nas comunidades cristãs, rezemos.
— Pela IV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, para que produza frutos de comunhão, participação e missão em toda a Igreja, rezemos.
— Por todos nós aqui reunidos, para que, fortalecidos por esta Vigília, sejamos construtores da unidade, da justiça e da esperança no mundo, rezemos.
ORAÇÃO DO SÍNODO
O Santo Padre conclui:
Deus, nosso Pai, que, adotando-nos como filhos, nos tornastes irmãos uns dos outros em Cristo Jesus, conduzi a família humana na unidade, enquanto peregrinamos nesta terra.
Porque nos fizestes peregrinos, ó Pai, também dirigistes a nós o teu Espírito, para orientar e discernir, para iluminar e fazer-nos progredir.
E, quando, em nome do teu Filho, nos reunimos para caminhar juntos, nos dás a certeza de que também estás andando conosco.
Nós vos pedimos, ó Pai: volvei para nós a vossa face e iluminai-nos neste tempo de sinodalidade, para que, munidos do vosso Espírito, na escuta, no silêncio e no diálogo, sejamos testemunhas do vosso amor que em nós se manifesta.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
O povo responde:
Amém.
ORAÇÃO UNIVERSAL
20. Em seguida o Santo Padre diz:
Confirmemos agora nossos louvores e pedidos pela oração do Senhor:
O Santo Padre prossegue com o povo:
Pater Noster, qui es in cælis: sanctificétur nomen tuum; advéniat regnum tuum; fiat volúntas tua, sicut in cælo, et in terra. Panem nostrum quotidiánum da nobis hódie; et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris; et ne nos indúcas in tentatiónem; sed líbera nos a malo.
Então reza a conclusão:
Senhor Deus, que nos reunistes nesta Vigília como irmãos na mesma fé, fortalecei-nos com o vosso Espírito, para que, perseverando na comunhão, no diálogo e na caridade, sejamos testemunhas fiéis da unidade querida por Cristo e sinais da vossa paz entre os povos. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Amém.
RITOS FINAIS
BÊNÇÃO FINAL
21. Todos se sentam. Fazem-se, neste momento, os comunicados e demais alocuções.
Antes, os representantes das Igrejas cristãs convidadas dirigem suas intervenções à assembleia reunida.
22. Concluídas as intervenções e os comunicados, todos, em espírito de comunhão fraterna, como irmãos na mesma fé em Cristo, professam juntos o Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que será cantado pelo coro.
O Santo Padre diz:
Irmãos, unidos pela mesma fé apostólica, proclamemos agora o mistério que nos sustenta e nos reúne, entoando o Credo Niceno-Constantinopolitano.
Em seguida, todos recitam o Credo.
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para a nossa salvação desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu Reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho. Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: e falou pelos profetas.Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.
23. Concluída a Profissão de Fé, dá-se a bênção final. O Santo Padre, de mitra, estendendo as mãos, diz:
O Senhor esteja convosco.
Todos respondem:
Ele está no meio de nós.
24. Em seguida, o Santo Padre faz o convite: Inclinai-vos para receber a bênção; e estendendo as mãos sobre o povo, profere a bênção e, ao terminar, todos aclamam: Amém.
Deus Pai, fonte de toda comunhão, que reúne na unidade da fé povos de todas as línguas, culturas e nações, vos conceda caminhar sempre como Igreja e como comunidades cristãs de um só coração e uma só alma, dóceis à ação do Espírito Santo, perseverantes na escuta da sua Palavra e comprometidos com a fraternidade entre os povos.
R/. Amém!
Cristo Senhor, Bom Pastor, que rezou ao Pai para que todos sejam um e confiou aos seus discípulos a missão de anunciar o Evangelho, confirme todos os que servem o seu Reino nas diversas Igrejas cristãs, fortaleça entre eles os laços da caridade, do respeito e da colaboração fraterna, e os faça sinais vivos de reconciliação, esperança e paz no meio da humanidade.
R/. Amém!
O Espírito Santo, vínculo de amor do Pai e do Filho, que de ambos procede, e que conduz a Igreja no caminho da comunhão, da participação e da missão, ilumine este caminho sinodal, sustente o discernimento das Igrejas e conduza todo o povo de Deus a escolhas corajosas, evangélicas e fiéis ao testemunho do amor de Cristo entre todos os povos.
R/. Amém!
Então o Santo Padre abençoa o povo dizendo:
E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai ✠ e Filho ✠ e Espírito ✠ Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
Todos:
Amém.
25. Depois, diz ao povo, de mãos unidas:
Ide em paz e caminhai juntos, como Igreja sinodal, sendo no mundo sinal de unidade, reconciliação e de paz.
O povo responde:
Graças a Deus.
26. Depois, como no início todos se retiram.
