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SÍNODO PARA A COMUNHÃO DOS POVOS: P/ QUE TODOS SEJAM UM!

Mensagem Pontifícia | Actio missionaria Ecclesiae

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE BENTO VIII
 ACTIO MISSIONARIA ECCLESIAE
[01 DE OUTUBRO DE 2025]
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Manete in dilectione mea!
(Jo 15,9)

[PT]

1. A ação missionária da Igreja, em Minecraft celebra com alegria, entusiasmo e amor, recordando as palavras de Jesus aos seus discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Esse mandato missionário, confiado pelo Senhor ressuscitado, permanece atual e vital. Ele é acompanhado pela promessa de sua presença constante: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). Essa presença não é apenas uma lembrança, mas a garantia de que a missão não se realiza pela força humana, mas pela graça do Senhor que caminha com sua Igreja.

2. A missão é constitutiva da identidade da Igreja. Não se trata de uma tarefa acessória, mas da razão mesma de sua existência: evangelizar e testemunhar o amor de Deus. Todo batizado, pela fé e pelo sacramento, é chamado a participar desse envio. Amar a Cristo e viver em comunidade leva necessariamente ao compromisso missionário. O próprio termo missão, derivado do latim missio-onis, significa “envio”: a Igreja é enviada ao mundo para anunciar, testemunhar e viver a Boa Nova de Jesus. Esse envio não é apenas individual, mas essencialmente comunitário, como demonstra o Evangelho ao afirmar que Jesus enviou seus discípulos dois a dois (Mc 6,7).

3. O ponto de partida da missão é o testemunho de Cristo ressuscitado. Os discípulos foram chamados a proclamar não apenas ideias, mas uma pessoa viva, que venceu a morte e permanece presente. A missão parte de um testemunho, alguém que encontrou o Senhor, experimentou seu amor e, por isso, deseja comunicá-lo aos outros. O testemunho não se resume a palavras, mas se traduz em gestos, atitudes, obras de caridade, vida de oração e compromisso com a justiça.

4. o homem contemporâneo escuta mais as testemunhas que os mestres, e se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas. A evangelização exige coerência: o anúncio e a vida precisam caminhar juntos. Sem testemunho, as palavras se tornam ocas; sem anúncio, o testemunho pode perder a clareza do Evangelho. Por isso, a missão exige a harmonia entre fé vivida e fé proclamada.

5. O testemunho não é individualista, "Sereis minhas testemunhas” foi dito no plural. A missão tem um caráter comunitário e eclesial. Cada missionário, cada missionária, age em nome da Igreja que envia, e não em nome próprio. Evangelizar é um ato da Igreja inteira, mesmo quando realizado por uma pessoa ou por um pequeno grupo. Essa dimensão comunitária preserva a missão do risco de se tornar expressão de vontades particulares.

6. Ao lado da dimensão do testemunho, a Igreja é chamada a ser também missionária da esperança. O tema proposto pela Igreja – “Missionários da esperança entre os povos” – revela que a missão hoje precisa responder a uma das maiores carências do mundo contemporâneo: a esperança. Vivemos tempos de guerras, desigualdades, crises ecológicas, polarizações políticas, violências e desespero social. Muitas pessoas, diante dessas realidades, sentem-se sem horizonte, sem motivação para viver. É nesse contexto que a missão se revela portadora de uma boa notícia: a esperança não decepciona (Rm 5,5).

7. Essa esperança não é simples otimismo humano ou fuga da realidade. Ela tem fundamento sólido: o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. O missionário, ao levar o Evangelho, não transmite apenas doutrinas ou valores éticos, mas comunica esperança: a certeza de que a vida tem sentido, que o mal não vence para sempre, que a ressurreição é possível mesmo nas situações de morte.

8. Ser missionário da esperança significa aproximar-se das pessoas em suas dores e fragilidades, carregando consigo a luz de Cristo. Significa mostrar, com a vida e com o anúncio, que Deus não abandona seu povo e que, mesmo nas noites mais escuras, sua presença sustenta. É um chamado a encarnar o amor e a ternura de Deus nas periferias geográficas e existenciais, nos lugares onde a esperança parece sufocada.

9. A missão, portanto, exige movimento, Igreja em saída, que não se fecha em si mesma, mas vai ao encontro. Essa saída é, ao mesmo tempo, geográfica e existencial. O Evangelho fala da missão em círculos concêntricos: Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra (At 1,8). Isso significa que a missão começa perto, mas não se limita ao próximo; deve alcançar o distante, o desconhecido, o marginalizado.

10. A Igreja em saída é aquela que rompe o comodismo e a autorreferencialidade. Ela se deixa impulsionar pelo Espírito para chegar aonde o Evangelho ainda não foi anunciado, ou onde já não é mais ouvido. Nesse caminho, o testemunho de tantos missionários e missionárias que entregam a vida em terras distantes é sinal profético. Mas também é missão cada gesto de esperança realizado na própria comunidade: uma visita a um doente, uma palavra de reconciliação, uma ajuda concreta a quem sofre. Claro que nenhuma missão seria possível sem o Espírito Santo. Ele é o verdadeiro protagonista da evangelização. Foi o Espírito quem transformou os apóstolos de medrosos em corajosos pregadores no dia de Pentecostes. É Ele quem concede as palavras certas, quem renova a coragem, quem dá ousadia e criatividade. O Espírito continua a inspirar a Igreja em cada tempo, suscitando carismas, obras missionárias e novas formas de evangelização. O missionário, quando se sente cansado, desanimado ou sem forças, deve recorrer ao Espírito na oração. É Ele quem renova o ardor e reacende a chama. É Ele quem faz da missão não um peso, mas uma alegria.

11. Se, de um lado, a missão é testemunho de Cristo, de outro, é anúncio da esperança. Esses dois eixos se completam. Anunciar Cristo é, ao mesmo tempo, anunciar esperança, pois Ele é a esperança encarnada. E testemunhar esperança é, em última análise, testemunhar Cristo, que é “nossa esperança” (1Tm 1,1).

12. No mundo atual, marcado por desesperanças, a Igreja é chamada a ser sinal de que a esperança não decepciona. Ela deve ser espaço de acolhida, fraternidade, solidariedade e anúncio da vida plena. Cada comunidade, cada paróquia, cada movimento, é convidado a irradiar esperança, tornando-se lugar onde a vida é cuidada e valorizada.

13. Essa missão exige também compromisso social. Não basta anunciar esperança em palavras; é preciso transformar realidades de sofrimento. Isso passa pelo cuidado com os pobres, a defesa da justiça, a luta pela paz, a atenção à Casa Comum. A missão é integral: ela anuncia Cristo e, ao mesmo tempo, promove sinais de esperança concreta no mundo.

14. Celebrar o missionáridade é renovar a consciência de que a missão está no coração da fé cristã. É recordar que cada batizado é chamado a ser testemunha de Cristo e missionário da esperança. É abrir-se ao Espírito Santo, protagonista da evangelização, e assumir o compromisso de ser uma Igreja em saída. Num mundo marcado por sombras e incertezas, a missão é proclamar que a esperança não decepciona, porque tem fundamento no amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5,5). Essa esperança se torna vida quando é partilhada, quando ilumina as trevas, quando transforma realidades de dor em sinais de ressurreição.

15. A Igreja, enviada por Cristo, é chamada a ser luz de esperança entre os povos. Cada comunidade e cada cristão podem e devem participar dessa grande obra missionária. Assim, unidos em comunhão, testemunhando com alegria, vivendo a caridade e anunciando com coragem, seremos realmente, como pede o Senhor, suas testemunhas até os confins da terra e missionários da esperança que não decepciona.

[ES]

1.La acción misionera de la Iglesia, en Minecraft, celebra con alegría, entusiasmo y amor, recordando las palabras de Jesús a sus discípulos: “Id por todo el mundo y predicad el Evangelio a toda criatura” (Mc 16,15). Este mandato misionero, confiado por el Señor resucitado, permanece actual y vital. Está acompañado por la promesa de su presencia constante: “Y he aquí que yo estaré con vosotros todos los días, hasta el fin del mundo” (Mt 28,19-20). Esta presencia no es solo un recuerdo, sino la garantía de que la misión no se realiza por la fuerza humana, sino por la gracia del Señor que camina con su Iglesia.

2.La misión es constitutiva de la identidad de la Iglesia. No se trata de una tarea accesoria, sino de la misma razón de su existencia: evangelizar y testimoniar el amor de Dios. Todo bautizado, por la fe y por el sacramento, está llamado a participar de este envío. Amar a Cristo y vivir en comunidad conduce necesariamente al compromiso misionero. El propio término misión, derivado del latín missio-onis, significa “envío”: la Iglesia es enviada al mundo para anunciar, testimoniar y vivir la Buena Nueva de Jesús. Este envío no es solamente individual, sino esencialmente comunitario, como demuestra el Evangelio al afirmar que Jesús envió a sus discípulos de dos en dos (Mc 6,7).

3.El punto de partida de la misión es el testimonio de Cristo resucitado. Los discípulos fueron llamados a proclamar no solo ideas, sino a una persona viva, que venció a la muerte y permanece presente. La misión parte de un testimonio: alguien que encontró al Señor, experimentó su amor y, por ello, desea comunicarlo a los demás. El testimonio no se resume en palabras, sino que se traduce en gestos, actitudes, obras de caridad, vida de oración y compromiso con la justicia.

4.El hombre contemporáneo escucha más a los testigos que a los maestros, y si escucha a los maestros, es porque ellos son testigos. La evangelización exige coherencia: el anuncio y la vida deben caminar juntos. Sin testimonio, las palabras se vuelven vacías; sin anuncio, el testimonio puede perder la claridad del Evangelio. Por eso, la misión exige la armonía entre fe vivida y fe proclamada.

5.El testimonio no es individualista. “Seréis mis testigos” fue dicho en plural. La misión tiene un carácter comunitario y eclesial. Cada misionero, cada misionera, actúa en nombre de la Iglesia que envía, y no en nombre propio. Evangelizar es un acto de toda la Iglesia, incluso cuando lo realiza una persona o un pequeño grupo. Esta dimensión comunitaria preserva la misión del riesgo de convertirse en expresión de voluntades particulares.

6.Junto a la dimensión del testimonio, la Iglesia está llamada a ser también misionera de la esperanza. El tema propuesto por la Iglesia – “Misioneros de la esperanza entre los pueblos” – revela que la misión hoy debe responder a una de las mayores carencias del mundo contemporáneo: la esperanza. Vivimos tiempos de guerras, desigualdades, crisis ecológicas, polarizaciones políticas, violencias y desesperanza social. Muchas personas, ante estas realidades, se sienten sin horizonte, sin motivación para vivir. En este contexto, la misión se revela portadora de una buena noticia: la esperanza no defrauda (Rm 5,5).

7.Esta esperanza no es simple optimismo humano ni huida de la realidad. Tiene un fundamento sólido: el amor de Dios derramado en nuestros corazones por el Espíritu Santo. El misionero, al llevar el Evangelio, no transmite solo doctrinas o valores éticos, sino que comunica esperanza: la certeza de que la vida tiene sentido, que el mal no vence para siempre, que la resurrección es posible incluso en situaciones de muerte.

8.Ser misionero de la esperanza significa acercarse a las personas en sus dolores y fragilidades, llevando consigo la luz de Cristo. Significa mostrar, con la vida y con el anuncio, que Dios no abandona a su pueblo y que, incluso en las noches más oscuras, su presencia sostiene. Es un llamado a encarnar el amor y la ternura de Dios en las periferias geográficas y existenciales, en los lugares donde la esperanza parece asfixiada.

9.La misión, por tanto, exige movimiento, Iglesia en salida, que no se encierra en sí misma, sino que va al encuentro. Esta salida es, al mismo tiempo, geográfica y existencial. El Evangelio habla de la misión en círculos concéntricos: Jerusalén, Judea, Samaria y hasta los confines de la tierra (Hch 1,8). Esto significa que la misión comienza cerca, pero no se limita al prójimo; debe alcanzar al distante, al desconocido, al marginado.

10. La Iglesia en salida es aquella que rompe el conformismo y la autorreferencialidad. Se deja impulsar por el Espíritu para llegar a donde el Evangelio aún no ha sido anunciado, o donde ya no es escuchado. En este camino, el testimonio de tantos misioneros y misioneras que entregan la vida en tierras lejanas es un signo profético. Pero también es misión cada gesto de esperanza realizado en la propia comunidad: una visita a un enfermo, una palabra de reconciliación, una ayuda concreta a quien sufre. Claro que ninguna misión sería posible sin el Espíritu Santo. Él es el verdadero protagonista de la evangelización. Fue el Espíritu quien transformó a los apóstoles de temerosos en valientes predicadores en el día de Pentecostés. Es Él quien concede las palabras adecuadas, quien renueva el coraje, quien da osadía y creatividad. El Espíritu continúa inspirando a la Iglesia en cada tiempo, suscitando carismas, obras misioneras y nuevas formas de evangelización. El misionero, cuando se siente cansado, desanimado o sin fuerzas, debe recurrir al Espíritu en la oración. Es Él quien renueva el ardor y reaviva la llama. Es Él quien hace de la misión no un peso, sino una alegría.

11. Si, por un lado, la misión es testimonio de Cristo, por otro, es anuncio de la esperanza. Estos dos ejes se completan. Anunciar a Cristo es, al mismo tiempo, anunciar esperanza, pues Él es la esperanza encarnada. Y testimoniar esperanza es, en última instancia, testimoniar a Cristo, que es “nuestra esperanza” (1Tm 1,1).

12. En el mundo actual, marcado por desesperanzas, la Iglesia está llamada a ser signo de que la esperanza no defrauda. Debe ser espacio de acogida, fraternidad, solidaridad y anuncio de la vida plena. Cada comunidad, cada parroquia, cada movimiento, está invitado a irradiar esperanza, convirtiéndose en un lugar donde la vida es cuidada y valorada.

13. Esta misión exige también compromiso social. No basta con anunciar esperanza en palabras; es necesario transformar realidades de sufrimiento. Esto implica el cuidado de los pobres, la defensa de la justicia, la lucha por la paz, la atención a la Casa Común. La misión es integral: anuncia a Cristo y, al mismo tiempo, promueve signos de esperanza concreta en el mundo.

14. Celebrar la misionariedad es renovar la conciencia de que la misión está en el corazón de la fe cristiana. Es recordar que cada bautizado está llamado a ser testigo de Cristo y misionero de la esperanza. Es abrirse al Espíritu Santo, protagonista de la evangelización, y asumir el compromiso de ser una Iglesia en salida. En un mundo marcado por sombras e incertidumbres, la misión es proclamar que la esperanza no defrauda, porque tiene fundamento en el amor de Dios derramado en nuestros corazones (Rm 5,5). Esta esperanza se convierte en vida cuando es compartida, cuando ilumina las tinieblas, cuando transforma realidades de dolor en signos de resurrección.

15. La Iglesia, enviada por Cristo, está llamada a ser luz de esperanza entre los pueblos. Cada comunidad y cada cristiano pueden y deben participar en esta gran obra misionera. Así, unidos en comunión, testimoniando con alegría, viviendo la caridad y anunciando con valentía, seremos realmente, como pide el Señor, sus testigos hasta los confines de la tierra y misioneros de la esperanza que no defrauda.



Benedictus Pp. VIII
Pontifex Maximus